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Dext com Android 2.1 já: review da ROM adlxmod 2.0
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Em artigo anterior (do dia 22/08) noticiei aqui a mudança de status no cronograma da Motorola para atualização do Dext no Brasil, que não está mais prevista, e minha decisão de arregaçar as mangas e fazer a atualização eu mesmo. Utilizei naquele momento a versão Eclair2Cliq beta 1, mas fiquei apenas dois dias com ela, apesar de em geral ter gostado muito, pois achei um bug no telefone. Meu objetivo é utilizar este aparelho diariamente, não apenas como laboratório de testes, e este único bug tornou o uso desta ROM impeditivo, afinal o uso de telefone (ainda) é uma função básica de um smarpthone. Além disso, a falta do Bluetooth e sensor magnético também incomodavam um pouco. Mudei então para outra versão de ROM com o sistema Android 2.1, que resolvia o problema do telefone, do Bluetooth e outros, a “adlxmod 2.0″, desenvolvida por A. Dumont. Estou utilizando desde o dia 24/08, e até agora vendo muita vantagem na troca da 1.5 original por esta. O problema que restou foi a ausência do acelerador 3D e alguns travamentos usando o market, que não achei tão impeditivos.
Farei um breve review desta ROM a seguir. Mas antes vejamos o que aconteceu neste meio tempo com relação às atualizações oficiais. Em seguida ao anúncio do Dext, a Motorola mudou também o status do Milestone na “América Latina e México” para “não receberá atualização”, no caso do Milestone para a versão 2.2. Isto provocou revolta entre usuários e campanhas pelo twitter, como o #motofail e outras. A repercussão negativa fez a Motorola voltar atrás, apenas para o Milestone, e recolocar o status dele para “em avaliação”. Mas não foi suficiente para passar um status igual ao do Droid (o Milestone nos EUA), que creio ter sido o motivo maior da indignação. E além disto, o Dext continuou sem atualização prevista na AL. Diante disso, concluo que o Dext, apesar de ter um hardware razoável como já disse antes, já foi realmente abandonado pela Motorola em termos de software, que nem sequer cogita o 2.2 para ele, e ainda nega aqui no Brasil o 2.1 que o Milestone já tem faz tempo. A minha decisão de atualizar para 2.1 tomada antes me pareceu então a melhor saída. A defasagem entre o Milestone e Dext agora é definitiva.
De agora em diante a minha perspectiva com o Dext é apenas de buscar ROMs com Android 2.1 cada vez mais estáveis e com menos bugs. Creio que dificilmente acontecerá um Android 2.2 para o Dext, pois a Motolora teria que repassar a parte proprietária do código. Lembrando que a 2.1 só se tornou viável devido a vazamentos de códigos fonte da Motorola que foram recebidos por desenvolvedores independentes. Além disto, o tamanho da comunidade de desenvolvedores do Dext tende a diminuir. Depois de um ano do lançamento do Dext, muitos desenvolvedores de mods para ele estão migrando para aparelhos mais novos ou mais amigáveis ao programador, como os da HTC, que dizem, libera o código fonte de drivers depois que abandona as atualizações.
Mas voltemos à “adlxmod 2.0″ que estou usando a quase 10 dias. É uma ROM com Android 2.1 e versão atualizada do Motoblur. O uso do Motoblur pode ser evitado pulando o processo de registro logo depois do boot inicial (tecla menu). Eu acabei registrando para ver como estava, e mesmo com ele o aparelho ficou bem mais rápido e eficiente que com a 1.5 Claro + Motoblur antigo. Já virei esta ROM do avesso, e só não funciona o acelerador 3D. A bateria dura 3 vezes mais que a 1.5 original da Claro (agora eu só carrego de manhã quando acordo até sair, antes eu deixava carregando a noite toda e depois na USB do PC do trabalho direto). Também voltei a usar os widgets do Twitter, Facebook (para deixar claro, os widgets avulsos das respectivas empresas, obtidos do Android Market, e não os do Blur) e do Engadet, que tinha deixado de usar para economizar bateria, e religuei a atualização dos aplicativos do Google, como email e contatos. Ou seja, finalmente dá para usar o Dext com a finalidade para o qual foi projetado, ou seja, manter-se atualizado nestas redes sociais. Não estou usando os Widgets do Motoblur para isto, apesar da melhora geral, porque ainda são bem mais limitados que os das próprias redes ou mesmo que os de terceiros (como o Seesmic, Tuitteur e o Twidroid para o twitter).
Mas o Motoblur tem a vantagem de fazer melhorias da interface que acho boas, como os botões de telefone e contatos. E o número de áreas de trabalho subiu para 7, podendo ser navegadas diretamente por meio dos ícones que aparecem no rodapé. Muito bem pensado. Além da interface do Motoblur vem pré-instalado no adlxmod 2.0 um outro ambiente de interface chamado Launcher Pro, que também modifica os botões do rodapé para inserir atalhos (uma boa opção ao Android puro sem Motoblur), além de mais widgets e papeís de parede, entre outras funcionalidades. Como o Launcher Pro pode ser usado junto com o Blur, chaveado por meio do botão central (toque simples chaveia para o Motoblur, segurando mostra as últimas aplicações), pode-se ter no total 10 áreas de trabalho. Para mim ficar trocando a todo momento o ambiente de interface é meio confuso, e acabei padronizando em usar apenas a interface padrão do Motoblur mesmo, usando o Launcher Pro apenas para um ou outro teste. Ainda sobre a área de trabalho, o que também não está disponível são os papéis de parede animados que vem no 2.1 do Nexus One…
Quanto à experiência de uso em geral, o arrastamento da tela agora é preciso e flui corretamente. Não me dá mais vontade de tacar o aparelho na parede (nem sei como ele sobreviveu com o 1.5). Os cliqs na tela também falham menos, isto sempre comparando com a ROM original da Claro. Acabaram aquelas “áreas mortas” na tela que não respondiam. Outras coisas boas desta ROM é o modo root seletivo (superusuário) para cada aplicação, bem mais seguro, widget de pesquisa do Google, e o Youtube finalmente funciona. Outra feature legal é que o player automaticamente mostra a letra das músicas. O mais importante, mesmo com o Motoblur, a performance e consumo da bateria estão satisfatórios. Mas também não posso dizer que não há bugs. Nestes 10 dias de uso passei por 3 congelamentos, todos eles enquanto instalava aplicações pelo Market. Em dois casos tive que desligar o celular para voltar. Não encontrei relatos de outras pessoas sobre isso, mas não pode ser apenas coincidência, acho que existe algum bug relativo ao Market nesta versão de ROM que se manifesta em conjunto com algum app que eu uso. Mesmo assim, digamos que de 30 vezes que eu usei o Market, deu erro em 3. E consegui um “uptime” de mais de 6 dias, que só interrompeu porque quis colocar o chip em outro aparelho. Então eu classifico esta ROM como estável o suficiente para mim, para que possa usar no dia a dia.
Comparando com a Eclair2CliqBeta1, a adlxmod 2 se mostra um produto bem mais acabado, solucionando bugs, incluindo o Bluetooth, sensor magnético (e outros sensores) e ainda o Motoblur, para quem deseja. Fica faltando o driver 3D, que impede o uso de alguns jogos, e segundo alguns especialistas, também dos wallpapers animados. Com o sensor magnético o app Tricorder finalmente passa a funcionar. Além de ser um brinquedo geek e/ou para fans de Star Trek, o Tricorder é um app que demonstra bem os sensores do Dext. Devo fazer um post sobre estes sensores no futuro.
E uma notícia relevante para os usuários da Claro. Foi divulgado um novo método de root que não requer atualização do rádio. Com isso usuários da Claro e suas associadas na América Latina, principalmente México, agora podem fazer upgrade para Android 2.1 sem perder o 3G (desde que utilizem este método, e não os anteriores). Leia mais sobre isto no forum do ModMyMobile específico para Cliq/Dext. Com isso a totalidade dos usuários poderia fazer o upgrade (caso decidam assumir o risco e a perda de garantia). Vamos então a um checklist final desta ROM:
MotoBlur: OK; 3G: OK; GPS: OK; Bluetooth: OK; Acelerômetro: OK, Driver 3D: FAIL , WiFI: OK; Sensor magnético: OK, Sensor de proximidade: OK; Fones: OK; Touchscreen: bom; duração da bateria: boa.
Outras características: Motoblur em nova versão, Launcher Pro pré instalado, APP performance manager instalado, APP gerenciador de permissões de superusuário por aplicativo.
Pontos negativos: Sem driver acelerador 3D e bugs no Android Market (travamentos).
Quem se interessar pode procurar esta versão nos seguintes links:
Thread oficial da ROM no M3:
Página do A.Dumont sobre o mod:
http://sites.google.com/site/adlxmod/news
Página do mod no site Simple Android:
http://simply-android.com/discussion/108/adlxmod-2.0-android-2.1-with-motoblur/p1
Twitter do Alexandre Dumont:
E por fim uma última notícia sobre esta ROM. O A. Dumont já lançou um patch, a versão 2.0.1. É um fato positivo, pois mostra que o projeto não está parado. Quem já tem o adlxmod 2 instalado não precisa se preocupar, pois a instalação deste pach é incremental, em cima do anterior. e não é preciso fazer “wipe” antes de instalar (que apagaria todos os dados e configurações da memória).
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Motorola, atualizações do Android e porque o conceito de software livre é importante
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A atual política da Motorola para atualização do Android expõe mais uma vez a necessidade de pensar com cuidado na questão do software livre. Para quem não acompanhou os últimos acontecimentos, a empresa declarou que não vai atualizar o Dext e Backflip para a versão 2.1 do Android, e nem o Milestone para 2.2, na América Latina (embora vá fazê-lo no resto do mundo). Ela com certeza ela tem seus motivos, que obviamente são contrários aos interesses dos usuários brasileiros e latino-americanos, que querem todas as atualizações disponíveis. Mesmo usuários não técnicos podem entender que, se uma versão mais nova do sistema operacional existe para um aparelho nos EUA, porque não poderia ser instalado em um igual aqui? Não há dificuldade técnica, são apenas interesses comerciais da empresa. E qualquer negociação que tenha sido feita por ela com as operadoras não é culpa do consumidor, que não deveria pagar por isso.
De fato, já existem movimentos da comunidade protestando até no Twitter. Mas o problema é muito mais profundo e a atitude deveria ir além de implorar por uma atualização. Ela deveria ser um direito, e que não implicaria nem em custo para o fabricante, como veremos a seguir. Como já dito aqui no blog, existe uma comunidade de modders, desenvolvedores que compilam os fontes do sistema operacional e geram novas ROMS que podem atualizar os aparelhos. Tudo isto é extra-oficial e não conta com suporte da fabricante, embora a justiça americana tenha recentemente decidido que não é ilegal. Mas basta acompanhar estes desenvolvedores para entender que a empresa só coloca dificuldades para liberar partes de código que são necessárias para montar o build da ROM. Estes códigos geralmente são de drivers proprietários para dispositivos e sensores (câmera, acelerômetro, GPS, etc), ou de customizações de interface (como o Blur). Os desenvolvedores precisam contar com “leaks”, vazamentos não oficiais de códigos fonte, para fazer o trabalho. E além do mais os novos modelos da Motorola dificultam cada vez mais o processo de gravação de uma ROM não certificada pela empresa (vide Droid X). Tudo isto deixa claro que a posição da Motorola é que os modders não deveriam supostamente fazer o que fazem. Resumindo, não atualizam nem deixam atualizar. E não é uma questão de custo, é uma estratégia que vai mais além, e pune o consumidor que pagou por um produto e tem nota fiscal.
Para entender melhor, o Android se baseia no linux, que é software livre. Mas o produto final de um build de ROM feito com ele, da forma como descrito no parágrafo anterior, não é, pela definição da Free Software Foundation. Mais especificamente, viola o segundo item : “The freedom to study how the program works, and change it to make it do what you wish (freedom 1). Access to the source code is a precondition for this.” (a liberdade para estudar como o programa funciona e alterá-lo para fazer o que você quiser), e consequentemente os outros dois seguintes também. Mais especificamente a que interessa é a seguinte: “The freedom to distribute copies of your modified versions to others (freedom 3). By doing this you can give the whole community a chance to benefit from your changes. Access to the source code is a precondition for this.” (a liberdade de distribuir as cópias que você alterou, em benefício da comunidade).
Esta prática de criar um produto proprietário usando partes de software livre, tal como feito pelas fabricantes de smartphones também não é ilegal, mas não seria antiético? Ou seja, uma empresa se aproveita do trabalho que é disponibilizado publicamente para construir algo proprietário com base nele e não liberar o acesso a isto para quem precisa. E o que está em jogo são códigos de drivers que só servem para controlar dispositivos de hardware pelos quais o consumidor já pagou. Ou para atualizar uma interface de usuário ou customização do sistema que também já foi paga. Não há pirataria de novas cópias, nem prejuízo para a fabricante.
Portanto a campanha deveria ir mais além. Deveria pedir que todo o código fonte dos sistemas operacionais e futuras versões fossem disponibilizados publicamente como software livre. Não é que cada consumidor vá baixar estes fontes, alterá-los, compilar e instalar no seu aparelho. Mas pelo menos possibilitaria que algumas pessoas capacitadas o fizessem, eventualmente redistribuindo aos outros usuários, como a comunidade modder já vem fazendo. O mais irônico é que se a Motorola estivesse liberando as versões que deve com regularidade, nem mesmo eu que estou escrevendo isto teria me lembrado da importância do conceito do software livre, nem teria me dado ao trabalho de procurar ROM não-oficial, ou nem mesmo escrito este artigo. É o abuso de poder e a noção da completa injustiça desta situação que leva a lembrar. Em paralelo, não custa procurar por fabricantes menos tirânicos na hora de comprar o próximo aparelho, tendo em vista que o maior poder do consumidor está no bolso.
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Motorola não vai atualizar o Dext na América Latina para Android 2.1: Parti para o “faça-você-mesmo”
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Sim, agora é oficial, conforme vemos neste post no fórum de suporte da Motorola, não vai rolar a atualização do Android 2.1 no Dext na América Latina. Capturei a tela da web abaixo hoje, 22-ago-2010, para o caso de haver alteração:
Isto é particularmente revoltante quando vemos nesta mesma tabela que o Cliq (o Dext nos EUA) está agendado para ser atualizado no terceiro trimestre, e o Dext ainda está em avaliação no resto do mundo. Já para a nossa querida América Latina temos o categórico “will not have upgrade”. Mesmo com toda a evolução da nossa economia, o mercado brasileiro ainda é relegado à margem pelos fabricantes em geral, e este o episódio do update do Dext só comprova isso. Este artigo descreve a minha solução para esta situação e inclui o review de uma ROM com Android 2.1 para o Dext que testei.
Diante do anúncio da Motorola, já devidamente desenganado, tomei a decisão pessoal de fazer um upgrade de ROM não oficial no Dext para o 2.1. A verdade é que o Dext, 10 meses depois que comprei, continua me parecendo um smartphone muito bom e útil. Mas não me conformo de usar uma versão de OS tão desatualizada e com tantos bugs. Para mim software congelado é software morto. E a Claro não fez sequer as atualizações menores de firmware dentro da versão 1.5, faz tempo lançadas no resto do mundo, que resolvem bugs e melhoram a autonomia da bateria. É muito desanimador. Mas o hardware do Dext ainda é relevante e não merece ser abandonado, por isso não vou me desfazer dele nem muito menos arquivá-lo de vez numa gaveta. É desperdício deixar o Dext eternamente preso ao Android 1.5, ainda mais o 1.5 bugado da Claro. Por fim resta o alívio do Dext, PELO MENOS, ser um smartphone relativamente fácil de ser atualizado pelo usuário, como pode ser comprovado lendo os fóruns especializados como o ModMyMobile. Foi sorte porque parece ser política da Motorola dificultar cada vez mais esta operação, vide eFuse no Droid X.
Procurando na net já achei muitos tutoriais em fóruns sobre como atualizar a ROM do Dext para o Android 2.1 (eclair), como já relatei em post anterior aqui no blog, com os problemas típicos desta fonte de informação. Acabei achando também este post no gizmodo
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/como-instalar-o-android-21-no-motorola-dext
que me pareceu bem mais user friendly e tranquilizador, ideal para os marinheiros de primeira viagem em ROMs customizadas de celular. Recomendações genéricas antes de começar: primeiro, note as advertências de praxe sobre o risco dos procedimentos. Ninguém se responsabiliza pelos resultados de fazê-los, nem os autores dos tutoriais, nem o do post, nem nuito menos eu que apenas relato que fiz, deu certo e não me arrependo. Mas sinceramente, é uma operação que pessoas com intimidade em manutenção de hardware e em tecnologia consideram tranquila, mas usuários em geral vêem como aterrorizante, e não sem motivo. Então se você estiver neste último grupo não se sinta pior por isso, espere o celular ficar mais velho, mais obsoleto, até que possibilidade de perda total não seja mais um drama, e então utilize-o para começar sua carreira. Segundo, antes de fazer a troca de ROM faça um backup da ROM original (procure tutorial para isto também, mas na realidade é apenas uma opção do recovery customizado que será instalado, como se verá a seguir). E por fim, antes de trocar a ROM considere a possível perda da garantia. Para mim faltavam dois meses até acabar a garantia de um ano, e decidi não esperar, mas isto depende de cada um.
Apesar das décadas de experiência com montagem e manutenção de PCs, já tendo alterado BIOS de quase todos os PCs que passaran pela minha mão, foi a minha primeira experiência com “reflash” de celular! Então a insegurança e ansiedade até seriam normais. Mas eu já estava tão chateado por ter lido a notícia oficial do não-upgrade que não estava nem aí. Além disso, seguindo os procedimentos que são indicados no post do gizmodo acima, não senti em nenhum momento que tinha perdido o aparelho. Optei por fazer o procedimento de root com o tutorial do HandlerExploit (o primeiro). O único susto: depois de colocar a ROM da Orange (passo 1), aproveitei para usar um pouco esta ROM e notei que o teclado físico estava desconfigurado, ou seja, as teclas estavam todas fora de posição (no “q” saía “a”, etc.). Mas como esse era um passo intermediário e não o destino final, não me preocupei muito (na ROM final voltou a funcionar). O objetivo desta ROM da Orange é apenas compatibilizar com o recovery customizado. [1]
Mas deu pra ver em poucos minutos usando a ROM da Orange que a qualidade geral desta já é bem melhor que a da Claro: mais atualizada, mais rápida, com menos customizações inúteis e indesejáveis (tipo o demo do Assasins Creed, menus de operadora, search do yahoo, etc). Testei também se o 3G continuava funcionando, e estava OK, na Vivo. Aqui existe um detalhe importante: segundo relatos, clientes da Claro poderão perder o acesso de dados 3G usando algumas destas ROMs, porque o rádio é atualizado e fica incompatível com a frequência desta operadora. E pior, não pode reverter isso reinstalando a ROM original, porque o driver de radio é atualizado separadamente no processo. Isso depende também da região do país. Antes de tentar o upgrade é obrigatório considerar tudo isso (a frequência 3G usada pela sua operadora na sua região e as que são suportadas pela ROM), pra não acabar fazendo um downgrade irreversível de dados para 2G, ou melhor, que só seria resolvido por um novo update do rádio (que descoheço se já existe) ou pela troca de operadora…
Sem perder muito tempo com a ROM da Orange, pois só estava conseguindo me sentir mais vítima por ter passado tanto tempo com a original, passei aos outros dois passos do tutorial de root. Afinal o foco era ter o Android 2.1. Tive que refazer algumas vezes a instalação do recovery nos passos 2-3, revendo o vídeo que tem no post do gizmodo. Não entendi porque, mas só funcionou da terceira vez. Depois disso a instalação da ROM final foi tranquila. Só que tutorial do Handler, no quarto passo, não instalei a ROM “PureHandler1.0″ que ele indica, e ao invéz disso passei direto para a instalação da Eclair2Cliq. O processo é exatamente o mesmo, só muda o arquivo. E também não foi versão a recomendada (alpha 5) e sim a beta 1. O post do gizmodo citado acima já está levemente desatualizado, e a versão beta 1 tem melhorias e mais dispositivos funcionando sque a alpha 5. O processo de update será o mesmo, mas pelo exposto recomendo já pegar o arquivo “Eclair2CliqBeta1″ (ver liks no final onde procurar). Não deixe também de ver o vídeo que está neste post, veja o vídeo todo e depois reveja os trechos conforme for fazendo cada passo do tutorial (se for o primeiro, do Handler, que é identico ao que é feito no video), dando pause.
Agora um review sobre a ROM Eclair2Cliq Beta1, depois de dois dias de uso bem intensivo, instalando muitos apps e acionando o máximo de funções. É uma versão Android 2.1 (eclair) desenvolvida por Travis James, sem Motoblur, e “rooted”, ou seja, permite acesso superusuário para aplicações e todos os outros acessos de root. É um Android puro, sem customizações de interface. Foram incluídos apenas os drivers de dispositivos e alguns poucos aplicativos. O Travis James recentemente anunciou que abandonou o desenvolvimento para o Cliq/Dext, que mudou de celular, e que repassou o projeto para o HandlerExploit (o mesmo autor do tutorial do recovery…). Por isso não se sabe se vai haver uma beta 2 ou muito menos uma release candidate. De qualquer modo, achei o sistema bem estável, muito melhor que a ROM da Claro original com o Android 1.5. Não fiquei com nenhuma vontade de reinstalar a da Claro, mesmo porque, uma vez tendo trocado para esta, existem muitas outras ROMs como alternativa, e inclusive já tenho oura em mente (ver no final), e o mais importante aqui é a possibilidade de troca.
A impressão inicial, ao dar boot pela primeira vez, é ótima. A interface é bem mais limpa, agradável e prática. De cara senti falta dos botões de telefone e contatos (o verde e o azul) dos lados do botão central que sobe o painel de programas. O telefone e os contatos são apenas ícones de aplicativos comuns na área de trabalho. Não é um defeito grave. Uma forma de contornar isso é instalar um outro gerenciador de área de trabalho, o LauncherPro (de Frederico Carnales), pelo próprio market. Mas também e plenamente possível acostumar a usar o ícone na área de trabalho, que só não é tão grande e chamativo. E ele já veio convenientemente em cima de onde estava o antigo botão de telefone. Senti falta também de um navegador nas pastas do SD, então instalei o app “Explorer”. No mais os complementos utilitários foram os mesmo que eu já tinha no 1.5: OS Monitor, Network Monitor, Task Manager, MyIP, etc…
A experiência de uso do touchscreen também melhora dramaticamente. Isto é um alívio, mas não deixa de ser também revoltante. Como é que me deixam usando um touchscreen tão falho como o da ROM original, se existia uma possibilidade de consertar isso? As operações de arrastar e de clicar passam a ter muito mais precisão, sem parecer ficar prendendo quando arrasta, ou clicando por engano, quando arrasta, ou falhando no cliq. Outra correção que notei foi no Youtube, que antes dava erro de execução em 90% dos vídeos que tentava abrir. A velocidade geral também aumenta, não apenas na interface básica como na execução de apps. E, não menos importante, com a versão 2.1 abre-se uma nova gama de opções no Android Market: app oficial do Twitter, do Kindle, o Tricorder (instalei todos estes sem problemas), entre muitos outros, que só funcionam no 2.1. A lista é significativa e só tende a aumentar daqui para frente. A melhoria de interface somada ao aumento de velocidade e aos novos programas dá a nítida impressão de ter adquirido um celular novo e melhor. Só que custando zero.
Sobre a autonomia da bateria, que é um dos meus objetivos ao trocar a versão do sistema, não posso ainda dar uma opinião conclusiva sobre a performance da Eclair2Cliq, mas a impressão é que está melhor, mesmo considerando que neste período de avaliação fiz um uso muito mais intensivo do aparelho do que vinha fazendo ultimamente. Outra coisa que achei muito boa foi a tela do sistema que mostra o percentual de consumo de bateria de cada processo (Settings-About Phone-Battery Use), ou direto pelo app Gauge Battery Widget, Top Battery Consumers (redireciona para a mesma tela), que mostra os programas vilões de consumo, que talvez possam então ser fechados pelo Task Killer. [2]
Li em fóruns gente dizendo que nesta versão o acelerômetro não funcionaria, mas aqui está ok, testado pelo reposicionamento de tela em aplicativos comuns como o browser, e testei também no jogo Labirynth Lite, aquele em que se guia a bolinha de metal pelo labirinto de madeira inclinando o aparelho, escolhido por precisar do acelerômetro. Testei também o GPS, que disseram que não funcionava, mas está totalmente operacional. Testei com o app “GPS Test”, e ele localizou 2 satélites mesmo estando dentro de um prédio. Testei também o funcionamento dos fones, e estão ok.
O que realmente não funciona nesta ROM: bússola (sensor magnético e tudo que precisa dele), bluetooth e os drivers 3D. Infelizmente isto elimina as funcionalidades magnéticas do Tricorder … droga!
A única perda significativa para mim foi o Bluetooth, uma perda aceitável no momento, mesmo eu já tendo me acostumado a usar o BT para atender telefone no carro.
Abaixo algumas telas do Eclair2Cliq no meu Dext, tiradas com o App “screenshot”, desenvolvido por GeekSofts, que tem no Market e requer root.
Um resumo de prós e contras da Eclair2Cliq Beta 1, comparando sempre com a ROM original 1.5 da Claro:
Depois disto tudo encontrei outro post mais recente no gizmodo falando de uma ROM 2.1 mais nova e que se alega resolver todas as falhas da Eclair2Cliq incluindo o bluetooth e ainda trazer o Motoblur (que não me faz falta, ou melhor, é pensar se vale nais a pena não ter o Blur que ter o BT):
Este post não substitui o que foi mostrado acima, pois não foca nos procedimentos de atualização. Leia os dois. Ainda não testei esta versão adlxmod 2.0, desenvolvida por Alexandre Dumont (ver link do twitter abaixo). Quero passar um bom tempo com a Eclair2Cliq antes, até para poder fazer comparações com outras. Abaixo mais alguns links úteis neste mundo das custom ROMs:
Sugiro também acompanhar o portalandroid.org (em português). Espero com este artigo ter pelo menos desmistificado a atualização de ROM por versão customizada, abrindo uma opção para dos demais donos de aparelhos abandonados prematuramente pelos fabricantes.
Editado em 24-08-2010:
[1] Na realidade apenas algumas teclas foram trocadas. Apenas por curiosidade, depois descobri que é pelo fato da ROM da Orange ter o padrão de teclado “azerty”, que é usado na França. Mas repetindo, do ponto de vista prático é irrelenante, porque esta ROM é apenas um passo intermediário no método de root.
[2] Sim, agora posso dizer, a bateria dura muito mais, mesmo usando mais widgets na área de trabalho.
[3] Encontrei mais dois bugs: o sistema “restarta” quando liga o GPS nas configurações. Para não deixar dúvida, o GPS funciona normalmente, o sistema apenas restarta quando ele é ligado. É inconveniente, mas para mim não seria impeditivo. No entanto encontrei ainda hoje mais um bug nesta versão, desta vez no telefone. Ele dificulta terminar chamadas de telefone. Este sim é complicado de aceitar. Estou passando para outra ROM, a já citada adlxmod 2.0, que promete ser estável. Ver o que acentece com ela no próximo post.
Depois de mais 2 dias de uso da Eclair2Cliq beta 1, a qualidade que fez mais diferença foi a resposta muito melhor do touchscreen, que provavelmente é derivada da velocidade maior, e em segundo justamente a autonomia da bateria. Se fossem consertados os bugs do BlueTooth e do telefone, seria a ROM ideal para mim, por não ter o MotoBlur. Vamos ver como a adlx se comporta nestes dois pontos da bateria e touchscreen.
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Opinião: A polêmica sobre segurança nos mercados online de aplicativos
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Começam a surgir com mais frequência notícias sobre aplicativos mal intencionanos nos mercados online de apps, como a App Store da Apple ou o Android Market. Claro que não é algo específico destas duas, ela pode acontecer com qualquer uma, só que estas são as que tem mais visibilidade no momento. Ver artigo da Linux Magazine sobre isso. Outras lojas menos conhecidas atualmente, como a Shop4Apps da Motorola ou a OviStore da Nokia, ou até mesmo a central de aplicativos do Ubuntu, podem eventualmente carregar algum aplicativo com risco de segurança, seja intencional ou não. Analisando a questão, vemos que o risco é inerente à forma como estes mercados funciona. O que fazer então, desistir desta forma de distribuição? Vamos repassar a seguir as causas da insegurança nos apps de terceiros e como contorná-las sem perder a facilidade que foi criada de instalar apps no seu dispositivo e com isso aumentar a sua funcionalidade, utilidade e formas de diversão.
Vamos notar inicialmente que mesmo políticas bem rígidas como a da Apple, que restringe ao máximo a aprovação de aplicativos para assegurar a qualidade e a segurança, bem como por motivos comerciais também, não elimina totalmente o problema. Até que ponto o teste ou o exame automatizado de um código executável pode detectar um malware? Existe um limite para isso, e com isso alguns, embora poucos, passam. Só que o nível de destruição que esses poucos podem causar deveria ser suficiente dara causar preocupação em qualquer um.
O mercado do Android, por ser mais liberal, sob esta ótica seria pior. Só que esta liberalidade propiciou um crescimento vertiginoso da quantidade de aplicativos neste mercado, muitos deles gratuitos, o que é muito bom para o usuário. Daí voltamos à velha lei da segurança da informação da qual não se pode fugir: quanto mais usabilidade e facilidades, menos segurança, e vice versa, aumentando um diminui-se o outro. Não se pode ter os dois no máximo, o que se pode é achar um ponto no meio do caminho que atenda ao requisitos de risco e usabilidade.
No caso dos mercados online, da Apple, Android e todos os outros, na minha opinião é muito precipitado simplesmente virar as costas a eles por medo ataques. Por outro lado, apenas continuar usando sem pensar nos riscos seria irresponsabilidade. Um terceiro complicador é que, mesmo estando atentos ao risco, quantos usuários estariam habilitados técnicamente a decidir sobre instalar ou não um app? Sempre que se pede para instalar um app do Android Market, por exemplo, é mostrada uma tela listando os acessos que tal app terá (uso da rede, das configurações, etc). Quantos usuários perdem tempo de ler esta tela? E quantos usuários, se a lessem, entenderiam minimamente do que se trata e quais os riscos envolvidos em cada permissão de acesso a recursos do dispositivo?
Na minha opinião, para preservar a liberdade do usuário de poder comprar, baixar e instalar uma variedade cada vez maior de aplicativos, é necessário que ele assuma em algum nível o papel de avaliar os riscos de suas ações. Da mesma forma em que se pára para olhar os dois lados da rua antes de atravessar, seria preciso ler e avaliar os riscos dos acessos de cada aplicativo, bem como sua procedência, etc. Para ajudá-lo nesta tarefa, os responsáveis pelas lojas poderiam disponibilizar mais informações sobre o significado de cada permissão que o app terá. E eventualmente emitir certificados para os apps que possuem muitas permissões. Apps não são iguais. Porque um wallpaper precisa acessar a Internet, a lista de contatos e o SMS? Mas se for o caso do app realmente precisar, que ele tenha sua procedência certificada, para que a confiança seja transferida em uma entidade mais reconhecida. No final, estamos todos confiando em muitas empresas e organizaçoes sem nem pensar nisso. Note que certificados e assinaturas já são usadas para sites e para aplicativos desktop.
E por fim, uma última salvaguarda seria o próprio modelo opensource. Se o app tem seu código liberado, sabemos que, se ele for popular, é possível que alguém na comunidade com capacidade de ler códigos de programa de detecte alguma falha de segurança, seja proposital ou por imperícia em programação. A possibilidade que isso possa acontecer já inibe a criação de trojans disfarçados de app no modelo de software aberto. Uma das causas da insegurança atual é que alguém programando quase anonimamente envia o executável para alguma loja não tenha disponibilizado seu fonte, e este programa passa a ser acessado imediatamente por milhões de pessoas no mundo. Acabando com o anonimato do desenvolvedor (com mais informações sobre o mesmo, e não um cadastro simplório), e/ou o “anonimato” do código fonte, creio que os riscos seriam bem menores. No caso de assinaturas de apps, haveriam dois níveis de identificação, sendo que os assinados com certificação digital obviamente requeririam muito mais informações.
Resumindo, o Android Market, a App Store e todos os demais mercados semelhantes que venham a se tornar populares são apenas um canal de distribuição e não um grande sistema único das duas respectivas empresas. Deveriam ser encarados desta forma, com todos os riscos inerentes a cada app baixado. Mas são um canal inovador e conveniente, propiciando soluções novas que a pouco tempo eram apenas sonho, na palma da mão em poucos segundos, a um custo baixo ou zero. É aprender a lidar com o risco ou voltar aos dispositivos com software pré-instalado de fábrica.
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Android Eclair (2.1) já domina entre as versões ativas
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O gráfico abaixo, retirado hoje do site “developer.android.com”, demonstra que a versão Eclair 2.1 do Android já tem mais de 50% das distribuições ativas. A mais antiga, a 1.5, está com pouco menos de 19%.
Interessante também é visualizar a evolução da substituição de versões no mercado, como no gráfico abaixo. Nele vemos a arrancada do Eclair a partir de 15/04/2010.
Outra observação interessante é que a participação do Froyo (2.2) já se mostra presente no gráfico, embora ainda pouco significativa. Mas a expectativa é grande, devido às melhorias que ele implementa, como a possibilidade de instalar apps no SD e o tethering nativo. Segundo várias fontes, existe intenção da Google em uniformizar as versões dos sistemas, acabando com a fragmentação que atrapalha tanto a vida dos usuários. Mas vejo vários contratempos neste caminho, como por exemplo as customizações de fabricantes, como o Motoblur, além das customizações de operadoras. Estas customizações atrasam o lançamento da versão do SO específica para o aparelho que as implementa, pois precisam ser apdaptadas ao sistema puro que vem da Google, e depois testadas. Quanto mais adaptações e quanto mais integradas ao sistema, pior. Por isto o Milestone, sem Motoblur, já está com Eclair faz tempo, enquanto que o Cliq/Dext, também da Motorola, está penando no 1.5. Se o Motoblur compensa este atraso? Francamente, não acredito. Os widgets de fábrica do Motoblur para Twitter, Facebook, RSS e etc. são muito ruins, limitados e “bugados”. E os dados do celular que mais interessam são sincronizados diretemente com a conta da Google. Recentemente fiz o teste de restaurar a configuração inicial e não ativar o Motoblur. Os contatos do Google estavam todos lá, assim como agenda, etc.
Em algum momento, faz poucas semanas atrás, achei que a solução para essa confusão era o Nexus One, que teria atualização mais freqüente por ser de responsabilidade da própria Google, de um modo semelhante ao que acontece na Apple que domina o SO e o hardware do iPhone. Realmente, o Nexus One recebeu o 2.1 e o 2.2 rapidamente, era uma esperança. Mas aí recebo a notícia de que a Google descontinuou o Nexus 1. Tive até muita sorte de saber disto antes de comprar.
Agora é encher-se de paciência e contar com a boa vontade dos fabricantes ou partir para ROMs não oficiais, feitas por desenvolvedores independentes (ver o site por exemplo o site modmymobile.com). A situação do usuário Dext que usa ROM oficial no Brasil é desalentadora: um sistema desatualizado, com bugs e com customizações estranhas: ter que engolir o Motoblur, os apps desnecessários (incluindo aquele demo inútil do Assasins Creed, que permite jogar poucos segundos!) e o widget de busca do Yahoo! e não do Google, etc.
E um último comentário sobre as ROMs de desenvolvedores independentes. Eu não tenho nada contra, e inclusive hoje é a única opção aos que querem se livrar das amarras impostas pelos fabricante e operadoras no que diz respeito ao SO. Já existem ROMs customizadas com sistemas 2.1 para o Cliq/Dext, enquanto que a versão 2.1 oficial ainda não tem previsão, se é que sai algum dia. Existem ROMs para todos os gostos. As estáveis, que passam a ROM oficial a limpo, retirando bugs e melhorando a performance, até as pioneiras, para quem quer experimentar as funcionalidades mais novas das últimas versões do Android. Quem entrar nos foruns especializados vai perceber que para algumas pessoas trocar ROM de celular virou um hobby.
Mas pensando em nível de mercado: o usuário comum, aquele que quer apenas usar as facilidades oferecidas pelo smartphone para agilizar sua vida, ainda é a esmagadora maioria. E para eles é muito complicado, para não dizer assustador, fazer os procedimentos de atualizar o SO de um celular seguindo tutoriais de foruns. Para estes, o que funciona é o método oficial mesmo, OTA ou download de um executável direto do site do fabricante, executar e pronto.
Mesmo para um usuário mais interessado em tecnologia e mais habilidoso, pode ser muito demorado e excessivamente trabalhoso obter a informação necessária para atualizar uma ROM como se faz hoje no meio não-oficial. A informação está espalhada por diversos tópicos de diversos foruns. Cada forum tem uma parte da dela e todos estão potencialmente desatualizados, além de escritos sem o menor compromisso com a clareza. Realmente, reunir o conhecimento desta forma e realizar as atualizações com sucesso requer habilidade. Mas uma habilidade que poderia estar sendo empregada de uma forma mais eficiente se o material estivesse organizado e atualizado.
Outro aspecto negativo é que estes projetos são completamente pessoais, centrados em um único desenvolvedor e no máximo com a participacão de alguns amigos diretos, sem disponibilização dos fontes e dos procedimentos utilizados para criar a ROM. Um projeto pessoal destes morre assim que o desenvolvedor se desinteressa em levá-lo adiante. O que falta, na minha opinião, que que tais projetos fossem conduzidos mais ao estilo do software livre, com uma comunidade por trás e acesso total e organizado aos fontes e à documentação.
Sobre a outra ponta, a dos fabricantes, surgiu no Engadget e em outros sites a notícia que o Droid X, novo lançamento da Motorola, não permitirá instalar ROMs alteradas, ou seja, instalação de firmware não certificado pela empresa. O aparelho usa a tecnologia eFuse da IBM, que altera os circuitos sob demanda, impedindo o boot se a ROM não for reconhecida. Inicialmente especulou-se que o eFuse queimaria definitivamente os circuitos do celular, “brickando” o aparelho para sempre. Depois saiu comunicado da Motorola em resposta, dizendo que a tecnologia de proteção não inutiliza permanentemente o celular, que ele retornaria ao funcionamento assim que uma ROM oficial fosse reinstalada. Ainda assim, impedindo a troca da ROM por uma customizada. Ainda não soube de experimento com o aparelho que comprovasse as versões acima, e muito menos de procedimento para contornar a proteção do eFuse e permitir alterar a ROM. O que é relevante aqui é que se esta iniciativa da Motorola se tornar comum entre os fabricantes, mesmo a prática atual de customizar o firmware pode se tornar impossível (o que é o objetivo da Motorola) ou muito mais difícil e arriscada do que é hoje, deixando os usuários ainda mais dependentes das versões de sistemas dos fabricantes.
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N900: Um dispositivo único com prós e contras marcantes
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Está previsto para agosto o lançamento oficial no Brasil do Nokia N900, um “tablet-smartphone” que roda o Linux Maemo, e já sairam muitos reviews na mídia especializada sobre ele. Vamos ver um resumo dos fatos, e destacar alguns dos pontos positivos e negativos deste aparelho que não se encaixa bem em nenhuma classificação atual. Descubra aqui se o N900 é para você.
Primeiro falemos sobre sua origem, o que ajuda a entender muita coisa. O N900 é sucessor da linha N800, que não tinha função de celular, era apenas um tablet (pequeno…), ou computador de mão. No 900 foi inserida a função de telefone. Isso explica porque em vários aspectos o aparelho parece mais fraco como telefone que a concorrência. Não se trata do hardware, mas deficiências do software. Sendo a plataforma do aparelho é uma versão do linux aberta, pode ser feito absolutamente tudo para preencher o que falta, mas não houve tempo ou empenho da Nokia para entregar todas as facilidades de um bom smartphone já de fábrica. Um exemplo sempre citado é o MMS, que não vem configurado, mas pode ser instalado pelo usuário. Uma outra desvantagem é o tamanho, pois ele é mais grosso e pesado que a média dos smartphones atuais. A bateria também é muito criticada, mas nisso ele está meio empatado com o resto, que em geral é muito ruim. Por causa disto tudo fala-se que o N900 não é um smartphone e sim um computador de mão com a função de telefonia. E isto é uma boa descrição que ajuda a entender as limitações e apreciar a grande vantagem do N900.
O lado positivo do N900 é justamente ser um computador rodando uma distribuição linux baseada no Debian. Como uma distribuição linux típica, ele é aberto e modificável. É possível desenvolver software para ele utilizando ferramentas já conhecidas pela comunidade do software livre. É muito fácil também obter permissão de root, sem precisar hackear o aparelho ou gravar uma nova ROM. Como se diz por aí, é quase impossível “brickar” o N900. No mundo Android, ao contrário, a situação é bem diferente. O Android se baseia em software livre, usa o kernel do linux, mas a versão para consumo é fechada: não se pode alterar o sistema operacional ou os aplicativos pré-instalados. O que é permitido nestes casos é fazer aplicações em Java adicionais, mas não alterar o funcionamento do sistema, ou sequer atualizá-lo. A consequência disso é que muitos celulares com Android rodam ainda a versão 1.5, muito atrás da 2.2 atual. Quem quiser a versão mais nova entra no mundo do hacking, correndo os riscos associados a isso. Já existem desenvolvedores independentes de versões alternativas de sistemas para celulares com Android, uma prática que está ficando cada vez mais popular. É uma alternativa sim, mas estas ROMs de terceiros e seus métodos de instalação não tem garantia nenhuma, e nem uma comunidade organizada por trás dando continuidade. Outra diferença do Android é que nele o linux foi fortemente alterado/customizado, e a forma de desenvolvimento interno para ele é bem diferente de uma distrubuição linux tradicional. No N900 conta-se que é possível instalar diretamente a versão Debian para ARM (não comprovei isso).
Não vou repetir aqui as especificações do aparelho, veja aqui neste blog (http://n900.aguilarj.com/?page_id=7) , que inclusive é uma boa fonte de informações sobre o N900 em português. O autor deste blog também desenvolveu um pacote de localização de linguagem de português do Brasil, que pode ser facilmente instalado. Sim, pois a versão que será vendida oficialmente no Brasil pela Nokia virá apenas com português de Portugal. Isto é mais um exemplo da inconveniência do N900 para o usuário comum, ao ter que buscar e instalar (ou fazer) um pacote para ter uma funcionalidade que devia estar pronta para uso, mas ao mesmo tempo demonstra o poder do N900 para o usuário especializado, que é justamente a facilidade de instalar ou fazer novas funções para a máquina. Dois lados da mesma moeda.
E por fim, um detalhe de hardware realmente negativo do N900 é que ele tem tela de toque resistiva e não capacitiva. A tela resistiva tem menos precisão, menos durabilidade, e deixa passar menos luminosidade, além de dificilmente implementar multitoque. Do meu ponto de vista é o problemas mais sério do N900 e que não pode ser contornado com a boa vontade do usuário. A vantagem da tela resistiva é que permite o uso do “stylus”. Sim, quase tudo na vida tem um lado positivo… E falando em entrada e saída, o teclado é bom, espaçoso, mas tem apenas 3 linhas de teclas. A tecla espaço fica no meio das letras. Até meu Dext tem um qwerty mais padrão, de quatro fileiras de teclas.
E por fim não se pode deixar de comentar o próprio Maemo. Como já disse ele é uma versão do Debian feita pela Nokia seguindo a filosofia do software livre. A má notícia é que ele será descontinuado, em favor de uma nova versão do linux que está sendo desenvolvida pela Nokia em conjunto com a Intel, o Meego. O Meego roda no N900, mas de novo, fica a cargo do usuário instalá-lo e mantê-lo. Um usuário final típico não vai querer “sujar as mãos” com isso.
Então, resumindo os prós e contras:
Prós: plataforma de desenvolvimento aberta baseada em linux, utilizando ambiente padrão do software livre. Hardware robusto e versátil.
Contras: tela de toque resistiva, sistema operacional padrão vai ser descontinuado, funcionalidades de telefonia abaixo da média, tamanho e peso acima da média.
Com uma lista de contras tão contundente será que vale a pena comprar o N900? Bom, o fato é que se analisar bem, ele é o único no mercado na sua proposta, ele tem o monopólio. Se eu quiser um aparelho que faça o que ele faz, só ele mesmo: um computador de mão rodando linux aberto e com telefonia. Eu não compraria por exemplo um N800 que não serve para falar, mas com o N900 me arriscaria a utilizá-lo como celular e computador móvel ao mesmo tempo.
Quanto ao preço, o que foi divulgado pela Nokia para o mercado nacional é de 2.000,00 (versão sem subsídio de operadoras), mas já achei ofertas online de produto novo por 850,00, sendo que 1300,00 na média. Boa parte dos aficionados por tecnologia e gadgets já deve ter adquirido por esta via, e como o N900 é claramente voltado para este público, acho que a Nokia foi extremamente LENTA em lançá-lo por aqui. Como não houve sequer localização para a lingua portuguesa do Brasil, e o produto será importado, não entendo o que justificou tanta demora.
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Ubuntu 10.10, Maverick Meerkat, já está em alpha 2
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O tempo do software livre não para, a marcha da evolução do linux continua incansavelmente, e para quem gosta de novidades, isto é um prato cheio. Parece que foi ontem que eu estava atualizando meu(s) ubuntu(s) para o 10.04 (mais precisamente, fazem 2 meses) e já temos a segunda edição, a alpha 2, da versão seguinte do Ubuntu, a 10.10 Maverick Meerkat. A versão alpha 1 saiu 3 de junho. A aplha 2 foi ontem, 1 de julho, e a próxima, alpha 3, será 5 de agosto. Ao contrário da 10.04, que eu acompanhei desde o início na máquina principal de casa, esta só vou instalar se tiver tempo de montar um PC separado só para isto. Para quem ainda não vivenciou este processo de pré-lançamento, neste período o fluxo de atualizações e alterações é altíssimo. Para quem como eu já usa o linux no dia-a-dia, colocar isso na máquina de uso geral pode ser impactante. Não só pelas possíveis instabilidades, mas pelo próprio tempo e volume de download. Acho que no 10.04 baixei o sistema operacional umas 10 vezes, de tanta atualização.
Mas é muito interessante ver como a próxima versão vai ficar, constatar novas funcionalidades sendo acrescentadas, e quem quiser pode se envolver verdadeiramente no processo, testando, reportando bugs, etc. Para quem quer embarcar na próxima versão, a recomendação é montar uma máquina dedicada a isso, talvez usando aquelas peças que ficaram dos upgrades anteriores… Mas só que não podem ser muito antigas também. Chega a notícia de que a 10.10 vai eliminar o suporte à arquitetura i586. Isso equivale a grosso modo ao Pentium 1 e ao AMD k6. São máquinas de mais de 10 anos de idade, e caso tenham sobrevivido até agora, podem ser alocadas a outras funções que não a de ser o desktop principal.
De posse da máquina de testes, o próximo passo e ir no site oficial da versão 10.10, que tem todas as informações e instruções necessárias, bem como o link de download do ISO. Tal como nas versões anteriores, pode-se também utilizar o comando “$ update-manager -d” numa instalação pré-existente para baixar a versão alpha, mas de novo, não recomendo fazer isso no PC que está usando para outras coisas. O link da 10.10 é:
http://www.ubuntu.com/testing/maverick/alpha2
E por fim, veja as datas previstas das próximas edições
5 de agosto: Alfa 3
2 de setembro: Beta
30 de setembro: release candidate
10 de outubro: Versão final
Cabe lembrar também que a versão atual do Ubuntu, a 10.04, é uma LTS, long term support, e por isso os usuários corporativos que a utilizam poderão considerar seriamente a necessidade ou não de fazer o upgrade para o Maverick. De um modo geral, se não houver alguma nova funcionalidade na nova versão extremamente necessária, o trabalho de atualização, que nas empresas envolve testes de homologação e custos adicionais, pode ser evitado. Já os usuários pessoais, mais especificamente os viciados em novidades, eu não farei comentário semelhante, pois seria inútil …
e por falar nisso, será que me falta alguma peça para montar o PC de testes?
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Versão Mobile do Tecnoinsider está ativa
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O blog Tecnoinsider agora tem versão mobile. A partir de hoje, quem acessa o site pelo Android, iPhone ou Windows Mobile é direcionado para uma telinha inicial mais limpa e amigável. O dispositivo móvel é detectado automáticamente, sem necessidade de optar pela versão mobile ou a normal. Mas quem tem uma tela grande no smartphone pode usar a versão normal se preferir. Existe um link de saída para a versão normal no rodapé da página. Note que esta opção fica memorizada no dispositivo, mesmo entrando novamente no browser. Para voltar à versão mobile use um outro link (“Return to Mobile Edition”) também no final da página. Outra dica: se houver imagem grande no post ela poderá estar cortada na versão mobile. Mas basta clicar na imagem para poder rolar sobre a imagem completa. O plugin utilizado foi o WordPress Mobile Edition 2.3, da Crowd Favorite.
Ainda falando em WordPress e smartphones, instalei também o app para Android “WordPress”, da Automatic, o que agora me permite administrar os blogs de qualquer lugar. Estas foram minhas duas últimas “aquisições” para a caixa de ferramentas de manutenção de blogs. Fiz também mais alguns ajustes no TecnoInsider que provavelmente serão imperceptíveis aos leitores, mas afetam a performance e a visibilidade na Web (atualizando sites externos).
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Banda Larga a R$ 35,00 em 2010, nas principais capitais do Brasil
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Segundo informativo “Suas Finanças” do Infomoney, o plano do governo é que já em 2010 esteja disponível acesso de banda larga a preço baixo, R$ 35,00, nas principais capitais do país, em especial nas que irão abrigar os jogos da copa de 2014. O PNBL (plano nacional de banda larga), que é coordenado pelo Ministério do Planejamento, prevê ainda a interligação de mais 100 municípios.
As cidades seriam São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador. Fiquei em dúvida com relação a São Paulo, não está havendo uma dúvida se ela será sede da copa?
Bom deixando esta polêmica de lado, é uma boa notícia. Mesmo sabendo que a velocidade prevista para este preço é de 512 kbps a 784 kbps, o que apenas com muito boa vontade se considera banda larga hoje em dia. Mas levando em conta que o objetivo é atender a um público que atualmente está usando linha discada ou nem isso, é um avanço. Creio que para um usuário casual de Internet, que quer fazer algumas consulta na Web e ler emails, esta velocidade será satisfatória por enquanto.
Com isso o consumidor brasileiro poderia começar a baixar o custo médio per capta com provedor de banda larga no Brasil, que hoje é calculado em 4,5% da renda líquida. Na Rússia este valor é 1,68%, e nos países desenvolvidos menos de 0,5%. Mas ainda assim, o lado positivo disso é mais no aumento de disponibilidade que em preço baixo, pois o valor inicial mais baixo é proporcional ao preço já praticado no mercado em planos maiores. A título de comparação, 35 reais por 512 kbps é mais ou menos compatível com o preço médio aqui no Rio de 70 reais (arredondando para cima) por 1 Mbps. É uma conta simples, para quem não percebeu, basta dividir os dois últimos números por 2…
Quem já viu as fotos do novo Mac Mini? Aí em cima temos uma pequena amostra. São fotos retiradas do site da Apple, apenas para demonstrar o tamanho. Quem quiser ver o novo case de alumínio em toda a sua beleza poderá ir neste site. Mas sem querer desmerecer o design, o assunto do artigo é outro, é sobre a característica do Mac Mini que lhe dá o nome, o tamanho. A questão é que o Mac Mini, mais uma vez, expõe uma “verdade inconveniente” para o mundo do PC: porque os desktops em média ainda são tão grandes? Pois se dentro deste pequeno gabinete de alumínio temos um PC de configuração razoável: a básica tem Core 2 Duo de 2,4 GHz, 2 Gb RAM (chegando até 8), 320 Gb de HD (chegando a 500) e chipset de vídeo nVidia GeForce 320M. É hardware mais que suficiente para quase tudo o que se faz com um PC hoje em dia, dentro de uma caixa umas 10 vezes menor que um gabinete ATX. Para ser mais revolucionário, eu retiraria a unidade ótica, que poderia ser vendida em separado, reduzirindo ainda mais o tamanho e peso.








