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A atual política  da Motorola para atualização do Android expõe mais uma vez a necessidade de pensar com cuidado na questão do software livre. Para quem não acompanhou  os últimos acontecimentos, a empresa declarou que não vai atualizar o Dext e Backflip para a versão 2.1 do Android, e nem o Milestone para 2.2, na América Latina (embora vá fazê-lo no resto do mundo). Ela com certeza ela tem seus motivos, que obviamente são contrários aos interesses dos usuários brasileiros e latino-americanos, que querem todas as atualizações disponíveis. Mesmo usuários não técnicos podem entender que, se uma versão mais nova do sistema operacional existe para um aparelho nos EUA, porque não poderia ser instalado em um igual aqui? Não há dificuldade técnica, são apenas interesses comerciais da empresa. E qualquer negociação que tenha sido feita por ela com as operadoras não é culpa do consumidor, que não deveria pagar por isso.

De fato, já existem movimentos da comunidade protestando até no Twitter. Mas o problema é muito mais profundo e a atitude deveria ir além de implorar por uma atualização. Ela deveria ser um direito, e que não implicaria nem em custo para o fabricante, como veremos a seguir. Como já dito aqui no blog, existe uma comunidade de modders, desenvolvedores que compilam os fontes do sistema operacional e geram novas ROMS que podem atualizar os aparelhos. Tudo isto é extra-oficial e não conta com suporte da fabricante, embora a justiça americana tenha recentemente decidido que não é ilegal.  Mas basta acompanhar estes desenvolvedores para entender que a empresa só coloca dificuldades para liberar partes de código que são necessárias para montar o build da ROM. Estes códigos geralmente são de drivers proprietários para dispositivos e sensores (câmera, acelerômetro, GPS, etc), ou de customizações de interface (como o Blur). Os desenvolvedores precisam contar com “leaks”, vazamentos não oficiais de códigos fonte, para fazer o trabalho. E além do mais os novos modelos da Motorola dificultam cada vez mais o processo de gravação de uma ROM não certificada pela empresa (vide Droid X). Tudo isto deixa claro que a posição da Motorola é que os modders não deveriam supostamente fazer o que fazem. Resumindo, não atualizam nem deixam atualizar. E não é uma questão de custo, é uma estratégia que vai mais além, e pune o consumidor que pagou por um produto e tem nota fiscal.

Para entender melhor, o Android se baseia no linux, que é software livre. Mas o produto final de um build de ROM feito com ele, da forma como descrito no parágrafo anterior,  não é, pela definição da Free Software Foundation.  Mais especificamente, viola o segundo item : “The freedom to study how the program works, and change it to make it do what you wish (freedom 1). Access to the source code is a precondition for this.” (a liberdade para estudar como o programa funciona e alterá-lo para fazer o que você quiser), e consequentemente os outros dois seguintes também. Mais especificamente a que interessa é a seguinte:  “The freedom to distribute copies of your modified versions to others (freedom 3). By doing this you can give the whole community a chance to benefit from your changes. Access to the source code is a precondition for this.” (a liberdade de distribuir as cópias que você alterou, em benefício da comunidade).

Esta prática de criar um produto proprietário usando partes de software livre, tal como feito pelas fabricantes de smartphones também não é ilegal,  mas não seria antiético? Ou seja, uma empresa se aproveita do trabalho que é disponibilizado publicamente para construir algo proprietário com base nele e não liberar o acesso a isto para quem precisa. E o que está em jogo são códigos de drivers que só servem para controlar dispositivos de hardware pelos quais o consumidor já pagou. Ou para atualizar uma interface de usuário ou customização do sistema que também já foi paga. Não há pirataria de novas cópias, nem prejuízo para a fabricante.

Portanto a campanha deveria ir mais além. Deveria pedir que todo o código fonte dos sistemas operacionais e futuras versões fossem disponibilizados publicamente como software livre. Não é que cada consumidor vá baixar estes fontes, alterá-los, compilar e instalar no seu aparelho. Mas pelo menos possibilitaria que algumas pessoas capacitadas o fizessem, eventualmente redistribuindo aos outros usuários, como a comunidade modder já vem fazendo. O mais irônico é que se a Motorola estivesse liberando as versões que deve com regularidade, nem mesmo eu que estou escrevendo isto teria me lembrado da importância do conceito do software livre, nem teria me dado ao trabalho de procurar ROM não-oficial, ou nem mesmo escrito este artigo. É o abuso de poder e a noção da completa injustiça desta situação que leva a lembrar. Em paralelo, não custa procurar por fabricantes menos tirânicos na hora de comprar o próximo aparelho, tendo em vista que o maior poder do consumidor está no bolso.

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Sim, agora é oficial, conforme vemos neste post no fórum de suporte da Motorola, não vai rolar a atualização do Android 2.1  no Dext na América Latina. Capturei a tela da web abaixo  hoje, 22-ago-2010, para o caso de haver alteração:

Isto é particularmente revoltante quando vemos nesta mesma tabela que o Cliq (o Dext nos EUA) está agendado para ser atualizado no terceiro trimestre, e o Dext ainda está em avaliação no resto do mundo. Já para a nossa querida América Latina temos o categórico “will not have upgrade”. Mesmo com toda a evolução da nossa economia, o mercado brasileiro ainda é relegado à margem pelos fabricantes em geral, e este o episódio do update do Dext só comprova isso. Este artigo descreve a minha solução para esta situação e inclui o review de uma ROM com Android 2.1 para o Dext que testei.

Diante do anúncio da Motorola, já devidamente desenganado, tomei a decisão pessoal de fazer um upgrade de ROM não oficial no Dext para o 2.1. A verdade é que o Dext, 10 meses depois que comprei, continua me parecendo um smartphone muito bom e útil. Mas não me conformo de usar uma versão de OS tão desatualizada e com tantos bugs. Para mim software congelado é software morto. E a Claro não fez sequer as atualizações menores de firmware dentro da versão 1.5,  faz tempo lançadas no resto do mundo, que resolvem bugs e melhoram a autonomia da bateria. É muito desanimador. Mas o hardware do Dext ainda é relevante e não merece ser abandonado, por isso não vou me desfazer dele nem muito menos arquivá-lo de vez numa gaveta. É desperdício deixar o Dext eternamente preso ao Android 1.5, ainda mais o 1.5 bugado da Claro. Por fim resta o alívio do Dext, PELO MENOS, ser um smartphone relativamente fácil de ser atualizado pelo usuário, como pode ser comprovado lendo os fóruns especializados como o ModMyMobile. Foi sorte porque parece ser política da Motorola dificultar cada vez mais esta operação, vide eFuse no Droid X.

Procurando na net já achei muitos tutoriais em fóruns sobre como atualizar a ROM do Dext para o Android 2.1 (eclair), como já relatei em post anterior aqui no blog, com os problemas típicos desta fonte de informação. Acabei achando também este post no gizmodo

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/como-instalar-o-android-21-no-motorola-dext

que me pareceu bem mais user friendly e tranquilizador, ideal para os marinheiros de primeira viagem em ROMs customizadas de celular. Recomendações genéricas antes de começar: primeiro, note as advertências de praxe sobre o risco dos procedimentos. Ninguém se responsabiliza pelos resultados de fazê-los, nem os autores dos tutoriais, nem o do post, nem nuito menos eu que apenas relato que fiz, deu certo e não me arrependo. Mas sinceramente, é uma operação que pessoas com intimidade em manutenção de hardware e em tecnologia consideram tranquila, mas usuários em geral vêem como aterrorizante, e não sem motivo. Então se você estiver neste último grupo não se sinta pior por isso, espere o celular ficar mais velho, mais obsoleto, até que possibilidade de perda total não seja mais um drama, e então utilize-o para começar sua carreira. Segundo, antes de fazer a troca de ROM faça um backup da ROM original (procure tutorial para isto também, mas na realidade é apenas uma opção do recovery customizado que será instalado, como se verá a seguir). E por fim, antes de trocar a ROM considere a possível perda da garantia. Para mim faltavam dois meses até acabar a garantia de um ano, e decidi não esperar, mas isto depende de cada um.

Apesar das décadas de experiência com montagem e manutenção de PCs, já tendo alterado BIOS de quase todos os PCs que passaran pela minha mão, foi a minha primeira experiência com “reflash” de celular! Então a insegurança e ansiedade até seriam normais. Mas eu já estava tão chateado por ter lido a notícia oficial do não-upgrade que não estava nem aí. Além disso, seguindo os procedimentos que são indicados no post do gizmodo acima, não senti em nenhum momento que tinha perdido o aparelho. Optei por fazer o procedimento de root com o tutorial do HandlerExploit (o primeiro). O único susto: depois de colocar a ROM da Orange (passo 1), aproveitei para usar um pouco esta ROM e notei que o teclado físico estava desconfigurado, ou seja, as teclas estavam todas fora de posição (no “q” saía “a”, etc.). Mas como esse era um passo intermediário e não o destino final, não me preocupei muito (na ROM final voltou a funcionar). O objetivo desta ROM da Orange é apenas compatibilizar com o recovery customizado. [1]

Mas deu pra ver em poucos minutos usando a ROM da Orange que a qualidade geral desta já é bem melhor que a da Claro: mais atualizada, mais rápida, com menos customizações inúteis e indesejáveis (tipo o demo do Assasins Creed, menus de operadora, search do yahoo, etc). Testei também se o 3G continuava funcionando, e estava OK, na Vivo. Aqui existe um detalhe importante: segundo relatos, clientes da Claro poderão perder o acesso de dados 3G usando algumas destas ROMs, porque o rádio é atualizado e fica incompatível com a frequência desta operadora. E pior, não pode reverter isso reinstalando a ROM original, porque o driver de radio é atualizado separadamente no processo. Isso depende também da região do país. Antes de tentar o upgrade é obrigatório considerar tudo isso (a frequência 3G usada pela sua operadora na sua região e as que são suportadas pela ROM), pra não acabar fazendo um downgrade irreversível de dados para 2G, ou melhor, que só seria resolvido por um novo update do rádio (que descoheço se já existe) ou pela troca de operadora…

Sem perder muito tempo com a ROM da Orange, pois só estava conseguindo me sentir mais vítima por ter passado tanto tempo com a original, passei aos outros dois passos do tutorial de root. Afinal o foco era ter o Android 2.1. Tive que refazer algumas vezes a instalação do recovery nos passos 2-3, revendo o vídeo que tem no post do gizmodo. Não entendi porque, mas só funcionou da terceira vez. Depois disso a instalação da ROM final foi tranquila. Só que tutorial do Handler, no quarto passo, não instalei a ROM “PureHandler1.0″ que ele indica, e ao invéz disso passei direto para a instalação da Eclair2Cliq. O processo é exatamente o mesmo, só muda o arquivo. E também não foi versão a recomendada (alpha 5) e sim a beta 1. O post do gizmodo citado acima já está levemente desatualizado, e a versão beta 1 tem  melhorias e mais dispositivos funcionando sque a alpha 5. O processo de update será o mesmo, mas pelo exposto recomendo já pegar o arquivo “Eclair2CliqBeta1″ (ver liks no final onde procurar). Não deixe também de ver o vídeo que está neste post, veja o vídeo todo e depois reveja os trechos conforme for fazendo cada passo do tutorial (se for o primeiro, do Handler, que é identico ao que é feito no video), dando pause.

Agora um review sobre a ROM Eclair2Cliq Beta1, depois de dois dias de uso bem intensivo, instalando muitos apps e acionando o máximo de funções. É uma versão Android 2.1 (eclair) desenvolvida por Travis James, sem Motoblur, e “rooted”, ou seja, permite acesso superusuário para aplicações e todos os outros acessos de root. É um Android puro, sem customizações de interface. Foram incluídos apenas os drivers de dispositivos e alguns poucos aplicativos. O Travis James recentemente anunciou que abandonou o desenvolvimento para o Cliq/Dext, que mudou de celular, e que repassou o projeto para o HandlerExploit (o mesmo autor do tutorial do recovery…). Por isso não se sabe se vai haver uma beta 2 ou muito menos uma release candidate. De qualquer modo, achei o sistema bem estável, muito melhor que a ROM da Claro original com o Android 1.5. Não fiquei com nenhuma vontade de reinstalar a da Claro, mesmo porque, uma vez tendo trocado para esta, existem muitas outras ROMs como alternativa, e inclusive já tenho oura em mente (ver no final), e o mais importante aqui é a possibilidade de troca.

A impressão inicial, ao dar boot pela primeira vez, é ótima. A interface é bem mais limpa, agradável e prática. De cara senti falta dos botões de telefone e contatos (o verde e o azul) dos lados do botão central que sobe o painel de programas. O telefone e os contatos são apenas ícones de aplicativos comuns na área de trabalho. Não é um defeito grave. Uma forma de contornar isso é instalar um outro gerenciador de área de trabalho, o LauncherPro (de Frederico Carnales), pelo próprio market. Mas também e plenamente possível acostumar a usar o ícone na área de trabalho, que só não é tão grande e chamativo. E ele já veio convenientemente em cima de onde estava o antigo botão de telefone. Senti falta também de um navegador nas pastas do SD, então instalei o app “Explorer”. No mais os complementos utilitários foram os mesmo que eu já tinha no 1.5: OS Monitor, Network Monitor, Task Manager, MyIP, etc…

A experiência de uso do touchscreen também melhora dramaticamente. Isto é um alívio, mas  não deixa de ser também revoltante. Como é que me deixam usando um touchscreen tão falho como o da ROM original, se existia uma possibilidade de consertar isso? As operações de arrastar e de clicar passam a ter muito mais precisão, sem parecer ficar prendendo quando arrasta, ou clicando por engano, quando arrasta, ou falhando no cliq. Outra correção que notei foi no Youtube, que antes dava erro de execução em 90% dos vídeos que tentava abrir. A velocidade geral também aumenta, não apenas na interface básica como na execução de apps. E, não menos importante, com a versão 2.1 abre-se uma nova gama de opções no Android Market: app oficial do Twitter, do Kindle, o Tricorder (instalei todos estes sem problemas), entre muitos outros, que só funcionam no 2.1. A lista é significativa e só tende a aumentar daqui para frente. A melhoria de interface somada ao aumento de velocidade e aos novos programas dá a nítida impressão de ter adquirido um celular novo e melhor. Só que custando zero.


Sobre a autonomia da bateria, que é um dos meus objetivos ao trocar a versão do sistema, não posso ainda dar uma opinião conclusiva sobre a performance da Eclair2Cliq, mas a impressão é que está melhor, mesmo considerando que neste período de avaliação fiz um uso muito mais intensivo do aparelho do que vinha fazendo ultimamente. Outra coisa que achei muito boa foi a tela do sistema que mostra o percentual de consumo de bateria de cada processo (Settings-About Phone-Battery Use), ou direto pelo app Gauge Battery Widget, Top Battery Consumers (redireciona para a mesma tela), que mostra os programas vilões de consumo, que talvez possam então ser fechados pelo Task Killer. [2]

Li em fóruns gente dizendo que nesta versão o acelerômetro não funcionaria, mas aqui está ok, testado pelo reposicionamento de tela em aplicativos comuns como o browser, e testei também no jogo Labirynth Lite, aquele em que se guia a bolinha de metal pelo labirinto de madeira inclinando o aparelho, escolhido por precisar do acelerômetro. Testei também o GPS, que disseram que não funcionava, mas está totalmente operacional. Testei com o app “GPS Test”, e ele localizou 2 satélites mesmo estando dentro de um prédio. Testei também o funcionamento dos fones, e estão ok.

O que realmente não funciona nesta ROM: bússola (sensor magnético e tudo que precisa dele), bluetooth  e os drivers 3D. Infelizmente isto elimina as funcionalidades magnéticas do Tricorder … droga! :-) A única perda significativa para mim foi o Bluetooth, uma perda aceitável no momento, mesmo eu já tendo me acostumado a usar o BT para atender telefone no carro.

Abaixo algumas telas do Eclair2Cliq no meu Dext, tiradas com o App “screenshot”, desenvolvido por GeekSofts, que tem no Market e requer root.

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Um resumo de prós e contras da Eclair2Cliq Beta 1, comparando sempre com a ROM original 1.5 da Claro:

Vantagens:
- Sistema mais rápido que o 1.5
- Touchscreen mais preciso
- Interface mais limpa, mais prática, melhor em todos os aspectos
- O teclado virtual também melhora sensívelmente
- Apps no Market para o Android 2 e 2.1
- eliminação das customizações agressivas da Claro (logo de abertura, apps inúteis, search do yahoo, etc)
- Widget de busca do google, finalmente!
- Motoblur eliminado (este já depende de gosto, e só sendo usuário dele, e mesmo assim nem todos, pra entender como a ausência de uma feature pode ser uma vantagem :-) )
- Wifi, GPS, câmera, fones e acelerômetro funcionando
- Acesso root (isso também depende, existem riscos de segurança envolvidos)
Desvantagens:
- Bluetooth não funciona, e nem a bússola (sensor magnético)
- driver 3D não implementado, o que afeta alguns jogos
- O 3G provavelmente não funcionará para a operadora Claro (depende da frequência 3G utilizada na região/operadora)
- Não se consegue desabilitar o acesso de root
[3]

Depois disto tudo encontrei outro post mais recente no gizmodo falando de uma ROM 2.1 mais nova e que se alega resolver todas as falhas da Eclair2Cliq incluindo o bluetooth e ainda trazer o Motoblur (que não me faz falta, ou melhor, é pensar se vale nais a pena não ter o Blur que ter o BT):

Este post não substitui o que foi mostrado acima, pois não foca nos procedimentos de atualização. Leia os dois. Ainda não testei esta versão adlxmod 2.0, desenvolvida por Alexandre Dumont (ver link do twitter abaixo). Quero passar um bom tempo com a Eclair2Cliq antes, até para poder fazer comparações com outras. Abaixo mais alguns links úteis neste mundo das custom ROMs:

Fórum sobre ROMs do Dext no ModMyMobile

Sugiro também acompanhar o portalandroid.org (em português). Espero com este artigo ter pelo menos desmistificado a atualização de ROM por versão customizada, abrindo uma opção  para dos demais donos de aparelhos abandonados prematuramente pelos fabricantes.

Editado em 24-08-2010:

[1] Na realidade apenas algumas teclas foram trocadas. Apenas por curiosidade, depois descobri que é pelo fato da ROM da Orange ter o padrão de teclado “azerty”, que é usado na França. Mas repetindo, do ponto de vista prático é irrelenante, porque esta ROM é apenas um passo intermediário no método de root.

[2] Sim, agora posso dizer, a bateria dura muito mais, mesmo usando mais widgets na área de trabalho.

[3] Encontrei mais dois bugs: o sistema “restarta” quando liga o GPS nas configurações. Para não deixar dúvida, o GPS funciona normalmente, o sistema apenas restarta quando ele é ligado. É inconveniente, mas para mim não seria  impeditivo.  No entanto encontrei ainda hoje mais um bug nesta versão, desta vez no telefone. Ele dificulta terminar chamadas de telefone. Este sim é complicado de aceitar. Estou passando para outra ROM, a já citada adlxmod 2.0, que promete ser estável. Ver o que acentece com ela no próximo post.

Depois de mais 2 dias de uso da Eclair2Cliq beta 1, a qualidade que fez mais diferença foi a resposta muito melhor do touchscreen, que provavelmente é derivada da velocidade maior, e em segundo justamente a autonomia da bateria. Se fossem consertados os bugs do BlueTooth e do telefone, seria a ROM ideal para mim, por não ter o MotoBlur. Vamos ver como a adlx se comporta nestes dois pontos da bateria e touchscreen.

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Quem já viu as fotos do novo Mac Mini? Aí em cima temos uma pequena amostra. São fotos retiradas do site da Apple, apenas para demonstrar o tamanho. Quem quiser ver o novo case de alumínio em toda a sua beleza poderá ir neste site. Mas sem querer desmerecer o design, o assunto do artigo é outro, é sobre a característica do Mac Mini que lhe dá o nome, o tamanho. A questão é que o Mac Mini, mais uma vez, expõe uma “verdade inconveniente” para o mundo do PC: porque os desktops em média ainda são tão grandes? Pois se dentro deste pequeno gabinete de alumínio temos um PC de configuração razoável: a básica tem Core 2 Duo de 2,4 GHz, 2 Gb RAM (chegando até 8), 320 Gb de HD (chegando a 500) e chipset de vídeo nVidia GeForce 320M. É hardware mais que suficiente para quase tudo o que se faz com um PC hoje em dia, dentro de uma caixa umas 10 vezes menor que um gabinete ATX.   Para ser mais revolucionário, eu retiraria a unidade ótica, que poderia ser vendida em separado, reduzirindo ainda mais o tamanho e  peso.

(mais…)

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O iPad, o próximo grande lançamento da Apple,  não é exatamente novidade. A começar porque a própria Apple já fez uma tentativa há muitos anos, em 1996, com um computador neste formato, o Newton. Ele não fez sucesso, em parte por causa do preço, em parte pelas limitações da tecnologia da época. Era um tablet operado por stylus, cujo conceito acabou se concretizando em parte no Palm, mas em formato de PDA, muito menor. A idéia do tablet poderia ser descrita como um computador de tamanho comparável ao de um livro e cuja tela operada por toque ocupa toda a parte frontal. Este conceito nunca saiu completamente de cena, sendo revivido de tempos em tempos pelas grandes empresas, mas sem se concretizar em um produto de massas. Mas tudo leva a crer que isto está prestes a mudar.

Na foto abaixo, o Newton da Apple, em 1996:

Finalmente, depois do sucesso dos e-readers (kindle e etc) e dos netbooks, ficou evidente que o mundo está pedindo por tablets, mas agora no sentido de um computador relativamente pequeno, mas não muito, com a finalidade principal de consumir conteúdo (sendo que livro é apenas um tipo de conteúdo). Abordei este assunto em um post de 14/10/2009 (“A Wikipedia no seu bolso” ) no qual um aparelho leitor de Wikipédia portátil acaba me levando de volta à ideia de um leitor universal de mídia e Web.

Finalmente temos o anúncio do iPad há algumas semanas, que não comentei de imediato apenas por achar que isto já havia sido feito à exaustão por todos os lados da Web. Uma análise das especificações do iPad que saiu nesta cobertura da imprensa pode se resumir em uma palavra: limitado. Sem multitarefa, sem USB, com 10 horas de autonomia… será que a Apple finalmente errou na mão? Parte desta estranheza poderia ser creditada à comparação do novo aparelho com os existentes. De fato, o iPad é considerado por muitos uma resposta da Apple ao Kindle. Logo, compará-lo com este é um impulso natural. Só que o Kindle, por ser dedicado à leitura, leva imensa vantagem nisso: a bateria dura dias e o e-paper é mais confortável (embora monocromático). Por outro lado, comparando o iPad com netbooks e outros tablets que já existem, rodando Windows XP, Vista e Windows 7, a falta de capacidade do iPad se sobressai. Concluindo, ou se considera o IPad como criador de uma nova categoria de equipamento, ou ele ficou em uma região bem desconfortável no meio de outras categorias, sem ser melhor em nada.

O importante no anúncio do iPad, independentemente do sucesso comercial que venha a ter ou não, é que chama a atenção para uma nova safra de tablets que vem por aí. O show que a Apple monta não tem rival em nenhuma outra empresa de tecnologia, mas correndo por fora a Dell e HP+Microsoft já fizeram seus anúncios de tablets. Novos processadores, menores, econômicos e integrando vídeo no chip, estão chegando para viabilizar este formato. Novos sistemas operacionais, como Android, Chrome OS e distribuições enxutas de Linux, se adaptam perfeitamente a este hardware “mais magro”. A dúvida é como o segmento dos tablets vai interagir com as outras categorias de computadores (de uso geral): se vai tirar mercado de outros formatos, e em caso afirmativo, de quais.

Os formatos que  atualmente competem (e se complementam) na computação pessoal são basicamente quatro: smartphones, netbooks, notebooks e desktops. Os PDAs praticamente sumiram para o usuário final, já que os smartphones assumiram suas funções. Os desktops estão sendo ameaçados pelos notebooks, mas nos usos em que estão se mantendo, ou seja, quando grande capacidade de processamento e conforto são essenciais, obviamente não concorrem com tablets. Em parte o mesmo argumento vale para os próprios notebooks, que ou são usados para trabalho e por isso precisam de teclado confortável de tela grande, ou são usados para substituir o desktop em casa, e precisam de capacidade semelhante ao que o desktop tem.

Já os smartphones tem a grande vantagem do tamanho mínimo, e por isso serem o equipamento que é sempre carregado por todo mundo em quase todas as situações. Celular hoje é tão onipresente como as chaves de casa e a carteira, e se eles realmente forem completamente substituídos por smartphones, então quase todo mundo vai ter pelo menos um destes últimos. O tablet não pode encolher muito, senão ele perde a vantagem da área de leitura (ou exibição) e vira um smartphone! Mas existem situações em que não se quer carregar nada nas mãos, um tablet vira um estorvo, mas um  smartphone tem lugar garantido no bolso da calça. Logo, smartphones não devem perder mercado nenhum para tablets.

Já alguns netbooks utilizados apenas para acessar a Web poderiam facilmente ser substituídos por tablets, se estes forem mais leves, mais práticos  e mais baratos. E a tendência é que sejam, pois não tem teclado nem partes móveis. Alguns netbooks usados para escrever textos levam vantagem (embora um tecladinho comprado à parte que se comunique com o tablet acabe com ela). Então os netbooks são os concorrentes diretos dos tablets. Os e-readers também seriam concorrentes, mas creio que os readers existentes (Kindle e etc) provavelmente terão seu preço reduzido para condizer com o fato de terem uma única aplicação, e também porque  sustentam o negócio de venda de livros digitais, e portanto poderiam ser subsidiados por esta venda e sustentados de volta por este negócio.

Não vejo mais empecilhos graves para que em um futuro próximo livros, revistas e parte dos netbooks sejam substituídos por equipamentos da categoria dos tablets. Neste cenário de futuro a maioria das pessoas carregará um tablet na mochila ao ir para o trabalho, como se fosse uma agenda, e o sacará no metrô para ler ou acessar a Web. Demorou, mas pode ser que agora o tablet finalmente ganhe as massas. Em parte graças ao iPad.

Já prevista a algum tempo desde a compra da Radeon pela AMD, a integração entre CPU e GPU já está comercialmente disponível em processadores como o recente Atom N450 e em netbooks como o EeePC 1005PE. E não por acaso, ocorre primeiro no setor mais inovador dos computadores pessoais atualmente, nos netbooks (onde já tivemos outras novidades como os drives SSD, infelizmente de capacidade ainda muito limitada). E também onde esta integração é mais necessária, pela redução de consumo e de tamanho resultante.

O N450 é produzido com tecnologia de 45nm e integra o controlador de memória e o chipset de vídeo (GMA3150) no core da CPU. Com isso consegue-se redução do tamanho da placa mãe, aumento de performance e redução de consumo. Para os fabricantes haverá redução de custo unitário de produção, e isso acabará se refletindo para o consumidor.

Netbooks com o N450, como o EeePC 1005PE, devem começar a chegar no Brasil a partir de agora. Quem acabou de comprar um netbook com N270 ou 280 não precisa entrar em desespero, informática sempre foi assim mesmo. As diferenças ainda não são tão grandes, sendo que para mim a mais relevante é o aumento da duração da bateria (tenho um 1005HA que já considero com uma bateria excelente, mais de 7 horas em uso normal. O PE deve ser ainda melhor). O PE também já está vindo com o Windows 7, e não mais com o XP Home. Quem está para comprar um netbook novo, recomenda-se analisar os novos modelos com o N450.

Esse evento da integração da GPU é coerente com toda a história dos computadores pessoais, que surgiram quando a CPU foi agregada em um único chip, o microprocessador, que deu origem a uma nova classe de máquinas, os “microcomputadores”, que foram os primeiros computadores que puderam ser comprados por pessoas comuns e deram partida nisso que vemos hoje. A agregação de mais funções dentro da CPU é parte desta tendência, que provavelmente só vai acabar quando toda a eletrônica de um PC, incluindo toda a memória RAM, estiver em um único chip. Tendência esta que não vai ficar restrita nos netbooks e notebooks. Me parece ser o destino lógico dos PCs mainstream e de escritório, sendo usados para tarefas administrativas, Office e Internet. O fato é que um Atom destes permite sim executar decentemente todos estes aplicativos, sou testemunha disso. E um mundo em crise econômica e ambiental requer PCs cada vez mais baratos e econômicos.

Não tenho certeza ainda sobre o que vai acontecer com o atual mercado de PC voltados para alta performance e jogos, mas a minha impressão sobre ele não pode ser otimista neste momento. De certa forma o PC de alta performance vai no sentido contrário de tudo que se falou até aqui, sempre aumentando clocks, dissipando mais calor, gastando mais energia, não se importando de usar componentes maiores e dedicados. A palavra chave aqui é “aumentar”, mesmo que custe mais dinheiro, energia e espaço, tudo em nome de mais velocidade de processamento de cálculos e gráficos. Se no EeePC estamos eliminando a GPU onboard para integrar na CPU, no outro extremo um PC de jogos top usa 2 placas de vídeo dedicadas que ocupam 2 slots da placa mãe cada uma e com duas entradas adicionais de energia (cada uma). Tudo isso requerendo mais refrigeração, que por sua vez gera mais gasto de energia, ocupa mais espaço e ainda gera mais ruído.

Provavelmente ficará cada vez mais evidente a diferença entre estes dois mundos, que compartilharão cada vez menos componentes entre si. E só pagará o custo adicional de uma máquina destas quem realmente precisa. Hoje é possível comprar um PC comum com vídeo onboard e com um upgrade de placa de vídeo, transformá-lo em PC de jogos médio. Mas no futuro visualizo cada vez mais placas mãe de PCs mainstream sem slots, e vindo com o processador soldado na placa. Isso já existe, e além de eliminar o custo do slot, permite fazer uma placa adaptada a gabinetes cada vez menores. Some a isso o aumento dos modelos de mesa integrados (PC montado junto monitor).

E os fabricantes de monitores, também não poderiam incluir um “PCzinho” de brinde integrado? O tamanho e o custo da eletrônica do PC só tendem a cair, e integrando no monitor elimina-se o custo da caixa e da fonte. Para uma empresa, isto reduz o custo unitário de uma estação de trabalho. A LG faz monitores e faz netbooks com Atom… bastaria o setor de marketing chamar a área de monitores e a netbooks pra mesma reunião.

Pensando melhor, com o PC ficando tão pequeno, será que as fabricantes de TV não acabarão cedo ou tarde incluindo um dentro de cada TV, da mesma forma como já incluem tocadores de arquivos de mídia, divX e etc (que não são mais que pequenos computadores dedicados)? Por acaso cogitei trocar meu monitor de LCD por um maior, e em uma olhada no mercado já vi vários monitores com sintonizador de TV (mas não classificados como TVs e sim como monitores, creio que pelo tamanho da tela, saídas, tamanho dos alto falantes e preço). TV no monitor faz mais sentido no mercado doméstico, mas veja que boa parte dos PCs integrados ao monitor de hoje são para o mercado doméstico de entretenimento (ver modelos da HP, por exemplo). Somando tudo, temos uma unidade que é TV, monitor e PC.

A caixinha do lado do monitor  que hoje chamamos de PC (e tem quem chame de CPU…  :-) )parece que está com os dias contados. O processamento, o pouco dele que não estiver “na nuvem”, estará, fisicamente falando, dentro do monitor ou da TV, sem esquecer claro do celular. Lembrando os desktops e notebooks originais, restarão as máquinas móveis com telas maiores: notebooks finos, netbooks e tablets.

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Estou  a uns 3 meses procurando um netbook com modem 3G interno, e descobri que é difícil comprar um destes hoje em dia. Não chega a ser um unicórnio da informática, eles existem. Só que é um percentual pequeno dos modelos, digamos un 5%, e mesmo estes poucos modelos são dificeis de encontrar nas lojas, mesmo online. Me vem uma dúvida, porque eles são minoria? Pra mim eles deviam ser maioria, ou talvez a totalidade. Tenho alguns argumentos para isso.

Primeiro, pelo conceito de netbook. O termo começa com “NET” porque são pensados pra usar online. A maior parte do tempo pelo menos. E pelo tamanho e mobilidade, geralmente fora de casa e fora do escritório, pois nestes lugares temos equipamentos mais confortáveis. Bom, fora de casa e do escritório só contando com muita sorte pra ter uma rede LAN, por cabo ou wireless, onde se conectar. Existem provedores Wifi, mas eles cobrem uma parcela mínima da cidade. Muito mais garantido é assinar um plano 3G.  Mas então é só comprar um daqueles modems 3G do tamanho de um pendrive, e está tudo resolvido, certo? Vamos ao argumento 2.

O segundo aspecto a considerar é a particidade. Qual a diferença real de praticidade entre usar um modem 3G externo e um interno?  Quem ainda não passou por isso, imagine a seguinte situação. Você está um ônibus, ou aeroporto, café, fastfood, etc, e resolve tirar o netbook da mochila pra se conectar. Vamos analisar todas as ações envolvidas, primeiro a opção  SEM modem 3G interno:

1. Tirar o notebook da mochila; 2. Procurar o modem 3G onde estiver; 3. Conectar o modem 3G na USB; 4. Dar boot, conectar

Agora COM modem interno:

1. Tirar o notebook da mochila; 2. Dar boot, conectar

Ou seja, uma economia de dois passos. Dividi em duas ações porque, mesmo com o modem 3G já na mão, ter que colocá-lo na USB é uma ação separada, e pode gerar algum embaraço dependendo da situação (escuro, pouco espaço, movimentação), e certamente uma pequena perda de tempo. Além disso, pra mim qualquer pequeno ato, quando repetido milhares de vezes ao longo da vida, é relevante. Quero a máxima praticidade, e se possível estilo também. Não é muito mais “estiloso” conectar em um único gesto, sem conectar modem externo na USB?

Argumento complementar: mas isso não iria aumentar o preço dos netbooks? Hoje em dia aumenta, mas a economia de escala de colocar um modem 3G interno em todos os netbooks faz esta diferença tender a quase zero.

Argumento contrário: mas com isso não poderia compartilhar a conexão 3G com outras máquinas. Até pode, é só tirar o chip GSM do netbook e colocar em um modem 3G externo. É verdade que seria um contratempo ficar tirando o chip, e isto anula a praticidade que falei acima. No meu caso não é problema, pois para todas as outras máquinas tenho outra conexão melhor. Em casa tenho Wi-Fi ligada à Internet por cable modem, de muito melhor qualidade que a conexão 3G. Esta última é só pra usar fora de casa, ou seja, no netbook mesmo. Logo, dificilmente eu iria tirar o chip!

Por fim, porque 3G e não 802.16, do qual até já falamos aqui no blog? Simples, pragmatismo. De fato é que o 802.16 é ótimo, recebeu (e recebe) apoio da Intel, que prometia incluí-lo nos chipsets pra notebook, o que faz todo sentido. Só que não decolou ainda, e mesmo que agora começasse um movimento sério nesse sentido, só daqui a alguns anos a infraestrutura e os modelos com esta tecnologia estariam difundidas. E eu quero conexão movel à Internet já.

Agora, o motivo real dos poucos modelos com 3G serem difíceis de ahar pode ser que esão esgotados com a alta procura. Será que os fabricantes não estão vendo a oportunidade? Será que as operadoras de celular não perceberam que a facilidade de conexão pode aumentar a procura por planos? Vou continuar aguardando um bom modelo com 3G interno, acho que vale a pena.

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Recentemente precisei enviar alguns documentos para uma empresa. Podia ser por FAX ou escaneados por email. Ou levar pessoalmente lá, só que seria muito mais trabalhoso. Pensei então, porque não resolver de vez esta questão da digitalização de documentos? E de fato, menos de um mês depois precisei enviar documentos novamente, desta vez nem podia ser FAX. Isto sem falar no meu sonho antigo de digitalizar alguns dos papéis que servem atualmente como criação de mofo.

Considerando apenas o envio de documentos, o FAX me parece uma opção pior em todos os aspectos. Um scanner simples passou a ser meu objetivo. Na verdade eu nunca tive scanner puro, só uma multifuncional HP, anterior à HP laserjet que tenho hoje. Como este não é um objeto de consumo usual meu, estava por fora do mercado. Descobri que as opções no mercado de scanners baratos são poucas, as que achei eram de marcas não tão conhecidas, e que elas custam o mesmo que uma multifuncional razoável. Já os scanners melhores e de marcas conhecidas custavam o triplo de uma multifuncional, e oferecendo recursos que eu não preciso. Acabei optando por uma multifuncional a jato de tinta, apesar de já ter abandonado esta tecnologia por causa de alguns problemas que descrevo a seguir.

Por causa de um scanner acabei voltando a jatos de tinta… Já tenho uma impressora HP laser que supre completamente a minha pequena necessidade de impressão. Nunca fui um consumista de impressoras, para mim elas são objetos utilitários, só espero que funcionem quando preciso, o que não acontece com frequência. E isto era parte do problema, pois como eu usava pouco, minhas duas últimas impressoras HP a jato de tinta, incluindo a última multifuncional, viviam tendo defeito nos cartuchos por ressecamento da tinta. Os cartuchos são caros, e eu sempre relutei em mandar reprocessar (o que não impediu alguns vazamentos).

Uma outra coisa que eu nunca me conformei no caso da HP é um único cartucho colorido para as 3 cores básicas. Tipo, acabou o amarelo, troca o cartucho colorido todo, mesmo se o vermelho e o azul estiverem na metade. Ora, dado o preço de um cartucho, jogar meia quantidade de tinta vermelha fora me parece um absurdo. Resolvi as duas coisas, o ressecamento e o desperdício do cartucho colorido, comprando uma laser monocromática, e não me arrependi. O toner é mais caro, em compensação não resseca e é utilizado uniformemente. Mas o scanner agora me fez voltar para jato de tinta, já que não achei multifuncional laser, pelo menos não nesta faixa de preço. O lado bom disso foi a compra de um produto mais completo, mais útil, por um preço menor.

Ao comparar as multifuncionais baratas, acabei escolhendo uma EPSON, a TX105, cujos cartuchos são separados para cada uma das 3 cores e o preto. Além disso o modelo similar da HP que eu achei era meio feinho, todo branco, o que o fazia parecer maior. A EPSON vem em preto, o que combina mais com os móveis e demais equipamentos. A estética é um critério subjetivo na escolha de um equipamento, mas teve algum peso. E o preço da EPSON também era ligeiramente menor (R$ 229,00). É a minha primeira EPSON na vida, e não seria justo comparar um produto novo e sem defeitos com a experiência de mais de 12 anos de problemas com impressoras HP. Que isso seja levado em conta nos comentários a seguir. Mas já na compra e com um mês de uso, dá pra fazer algumas observações.

Tirando a questão dos cartuchos separados, a EPSON tem outros pontos positivos. O primeiro é que ao contrário da HP, eles fornecem um manual em papel, o que ajuda muito a configurar. Minha última laserjet HP veio só com aquele poster do guia rápido de instalação e o manual em CD. Eles podem alegar que estão poupando as árvores e que o manual no CD é tudo que você precisa, mas eu acho que é só corte de custo mesmo, em detrimento do conforto e conveniência do usuário. Depois, a Epson veio com o cabo USB. Parece um detalhe sem importância, mas a HP economizou nisso também! (nas minhas duas últimas impressoras HP não veio cabo USB)É muito chato chegar em casa com a impressora nova e lembrar que não tem um cabo USB e esqueceu de comprar, ou ter que ficar tirando de outro aparelho.

O software e drivers da TX105 foram igualmente instalados sem problemas no Windows XP e no Vista 64 bits. Nisso não posso comparar com a HP, pois quando a comprei a última deles não existia o Vista. E mais, a impressora foi reconhecida sem necessidade de nenhuma instalação de driver pelo Ubuntu 9.04. No caso do scanner, para o Ubuntu 9.04 é preciso instalar um driver e configurar as permissões para acesso direto ao scanner pelo usuário comum (não root).

Senti um pouco a lentidão da impressão. Impressoras jato de tinta domésticas não são muito rápidas, mas da forma como são usadas, isso não costuma ser um problema grave. Entretanto a laserjet HP nisso é melhor, bem mais rápida. Uma coisa que eu fiz questão de testar foi a resistência da tinta colorida à umidade, e ela se saiu bem. Mesmo molhando completamente a tinta não borra. Provavelmente este é um problema das jato de tinta do passado, e como disse passei anos usando apenas laser. Mas nas últimas HPs jato de tinta que eu tive a tinta colorida não resistia a uma gota d’agua sem gerar uma mancha horrível.

O uso de cartuchos coloridos separados para cada cor tende a ser mais econômico que a solução de um cartucho único, já que não há desperdício das outras cores que sobraram. Claro que para o cálculo do custo real, outras variáveis tem que ser levadas em conta, e este cálculo rigoroso não fiz. Tenho lido por exemplo que os cartuchos da TX105 são baratos, mas possuem apenas 5 ml de tinta. Quanto à questão do ressecamento da tinta, ainda não houve tempo de ocorrer. Talvez os cartuchos atuais tenham melhorado neste aspecto também, mas vou tentar imprimir com alguma regularidade, para garantir…

O módulo Scanner no Windows (XP e Vista64) não apresenta nenhum problema visível. O processo de scan é iniciado pelo programa da EPSON, que tem duas opções de interface: rápida e profissional. Na opção profissional pode-se escolher toda a configuração da imagem gerada e da resolução empregada. Sobre o Scanner no Ubuntu 9.04, foi necessário pesquisar na Internet. Acabei achando alguns foruns com soluções para o problema, mas ainda não tive tempo de testar.

Conclusão, depois de mais de um mês de convívio com a EPSON TX105, continuo satisfeito com a escolha. A Epson tem uma solução mais inteligente para a questão da troca de cartuchos, o que potencialmente gera economia para o usuário. Existe inclusive uma janela para visualizar a quantidade de tinta em cada um deles. Não considero jato de tinta uma boa solução para grandes volumes de impressão, e nem para uso muito esporádico. De um modo geral a laser ainda é minha opção preferencial em tecnologia de impressão, mas depende da situação. O kit quem vem com a TX105 é completo, incluindo manual impresso e cabo USB, itens de conveniência que a HP já cortou. E ela oferece compatibilidade com Windows XP, Vista (incluindo 64 bits) e Linux (Ubuntu).

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Netbooks continuam evoluindo, e se tornando o que os notebooks sempre deveriam ter sido. Leves e práticos pra se carregar. Já os notebooks propriamente ditos, acho que não merecem mais este nome. É fácil chegar a esta conclusão. Basta pegar um “notebook” de verdade, quer dizer um caderno de notas (aquela coisa de papel mesmo), com uma mão e comparar com um notebook e um netbook na outra. Isto se conseguir segurar o notebook (aqui o computador) com uma mão só … Proponho que estes notebooks pesados de 14 ou 15 polegadas, com drives de dvd ou blue-ray e ambição de substituir o desktop, voltassem a ser chamados de laptops, enquanto netbooks recebessem o nome anterior de notebooks. A vantagem disso seria a de não criar ainda mais confusão desnecessária no vocabulário do setor de tenologia. Mas enfim, acho que o mal já está feito, e já temos mais uma “categoria” de equipamento.

Enquanto isso escrevo no meu notebook tradicional de 15,4 polegadas, velho mas estimado. Ele já tem quase 3 anos, está obsoleto, a bateria não segura nem meia hora, as teclas estão falhando… mas me recuso a me desfazer dele… pelo menos não agora. Foi o primeiro computador que comprei montado em muitos anos. Lembro até hoje da sensação de facilidade de pagar com cartão de crédito em 10 vezes, em uma grande loja no shopping perto de casa, e sair com aquela caixinha leve e compacta na mão. Nada de horas e horas procurando e escolhendo peças, montando e testando. Tudo fácil e limpo. Obviamente depois disso ainda montei PCs, afinal capacidade de processamento de verdade não combina com notebook.

Já aumentei a memória deste notebook, comprando mais um módulo de um gigabyte, o que triplicou a capacidade. Planejo trocar o disco rígido de 60 gigabytes por um quase 3 vezes maior também. Discos na faixa de 160 a 200 gigabytes estão extremamente baratos atualmente. Tudo isso para dar uma sobrevida ao equipamento. Posso achar razões lógicas para isso. Contribuirei para evitar criação de lixo eletrônico, um dos piores problemas ambientais da atualidade, pelo menos segundo os noticiários que vejo. Darei um alivio às minhas finanças, evitando mais dívidas. Resistirei ao vício do consumismo. Só que o motivo determinante para manter o notebook velho é outro. Trata-se apenas do apego a um objeto, quase sem valor real para as outras pessoas, mas que pelo uso constante se tornou familiar, se tornou um marco de continuidade em meio à realidade em que tudo muda tão rápido. E nem por isso perdi o vício em novidades também. Contraditório? Sim. Mas o que importa mesmo é não gerar lixo eletrônico …

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