Archive for abril 2008
A partir de 1 de maio de 2008 pessoas físicas poderão registrar dominios de extensão “.com.br” no registro.br usando apenas o seu CPF. Antes desta data ainda é necessário ter uma empresa com CNPJ. Esta flexibilização visa atender pessoas que abrem sites na Internet para realização de negócios. Um fato muito positivo, já que esta desburocratização nos deixa mais perto da realidade praticada em outros países (ocidentais, pelo menos), em contraste com o excesso de regras do dominio “.br”, algumas desnecessárias, demasiadamente rígidas, apenas gerando obstáculos a iniciativas legítimas.
O que realmente teria motivado esta medida? Na minha opinião, a boa e velha competição. Neste caso a concorrência com outras autoridades de registro, principalmente dos EUA. A verdade é que lá, ou melhor, em um dos “registradores” de lá, qualquer um com cartão de crédito internacional registra um domínio disponível pela própria Internet, e passa a utilizá-lo 5 minutos depois. E estes registros podem ser feitos aqui no Brasil, por pessoas que não fazem questão do “.br” no final do nome de domínio. Sem burocracia, sem enviar documentos, e por preço baixo. Eu mesmo tinha um domínio “.com” no godaddy.com, pelo qual pagava pouco mais de 20 reais por ano, com as taxas. Usei enquanto interessou, e depois expirou quando parei de renovar. Já no registro.br, até o procedimento para cancelar um domínio requer o envio de documentos assinados e autenticados pelo correio.
Na tentativa de liberar mais o registro de domínios, foram, criados várias extensões alternativas, como o “NOM”, “BLOG” para pessoas físicas, e os para profissionais liberais, como o “ENG”, e o próprio “ETI” usado neste site, entre muitos outros. Mas a verdade é que estes domínios são menos fáceis de lembrar do que os .COM.BR, ou .COM. Muita gente pode simplesmente então passar a registrar nos EUA os”.COM”, levando aos esvaziamento do registro nacional. Creio que é por isso que as regras excessivas estão caindo, uma por uma.
Fonte: registro.br
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E o Windows XP, fica ou sai? Decida aqui.
1 Comment · Posted by admin in sistemas operacionais
Neste último mês circularam várias notícias na Web sobre o descontentamento de usuários ou grupos de usuários com o fim previsto do ciclo de vida do Windows XP. Há pelo menos um movimento organizado pedindo à empresa para rever a data de descontinuidade, que é no final de junho próximo. Mas até que ponto estas reinvindicações são realistas? Não será perda de tempo lutar contra o inevitável? Ou será que os usuários tem o direito de continuar comprando o Windows XP, e receber sua manutenção, pelo tempo que desejarem? Segue uma análise dos dois lados desta questão.
Primeiro, as motivações. Consigo delinear três grupos refratários à troca do XP pelo Vista: os indivíduos e empresas que não tem hardware mínimo necessário para rodar o Vista com eficiência, em segundo os usuários com dispositivos e softwares incompatíveis com o Vista e por fim os fans incondicionais do Windows XP. Os primeiros são puramente racionais. Pudessem eles rodar o Vista no PC atual, e nem se dariam ao trabalho de reclamar. Mas esta é uma história que vem se repetindo a uns 25 anos, e a julgar pelo passado, estas empresas e pessoas acabarão se acomodando conforme os PCs mais novos e mais poderosos forem substituindo os atuais. Ou seja, a lei de Moore (leia-se, fabricantes de hardware) e a Microsoft em total sincronia de interesses.
Os segundos, ou seja, aquelas pessoas que tem um dispositivo, periférico, placa, ou software que não são compatíveis com o Vista, estão numa situação um pouco mais difícil. Para eles nem é uma questào de tirar dinheiro do bolso para comprar um novo PC, pois o hardware ou o software incompatível pode não ter substituto atual. Ou então pode ser bem mais caro que um simples upgrade do PC. Entenda que pode ser um periférico pessoal, como uma impressora, que poderia ser trocada, mas pode ser uma máquina ou software feito para uma indústria, as vezes por encomenda, que não pode ser trocado sem planejamento mais complexo. Por mais que a Microsoft, justiça seja feita, sempre se esforce do seu lado por manter a compatibilide, é impossível contemplar todos os produtos de terceiros que eles nem tem conhecimento que existem. Estes terceiros em alguns casos poderiam prover os drivers necessários, mas nem sempre há interesse comercial ou viabilidade econômica de fazer isto. Enfim, este grupo de usuários é o que mais tem razão de reclamar. Pelo menos são um grupo relativamente pequeno, e que tende a diminuir porque nenhum destes produtos incompatíveis com o sistema novo é eterno. E além disso estes usuários corporativos na maioria dos casos já tem o XP na quantidade necessária, e contanto que não sejam máquinas conectadas a redes de acesso geral, como a Internet ou VLANs para usuários finais, o problema não é tão grave.
Por fim o terceiro caso, os fans incondicionais do XP, que vem com argumentos do tipo “o XP é um produto de engenharia superior ao Vista”. Este tipo de atitude não ocorre em ambiente corporativo. Ao contrário dos dois anteriores este grupo é irracional, já que, por mais que o XP tenha sido um avanço técnico na época do seu lançamento, com relação aos sistemas existentes, é claro que ele não era e nem é perfeito. E as deficiências foram se tornando mais evidentes ao longo do tempo, principalmente com relação à segurança. E a segurança do Vista é reconhecidamente melhor do que a do XP, embora dando mais trabalho e criando restrições, mas isto é uma regra geral: mais segurança sempre gera restrições e trabalho extra. Dizer que são irracionais náo é uma crítica aos fans do XP, pois eles tem todo o direito de gostar do que quiserem, racionalmente ou não. Mas não há motivo técnico real para se ficar apegado indefinidamente a alguma versão de sistema operacional, e portanto não há racionalidade nesta decisão.
Quem é fan incondicional do XP deveria, caso não consiga realmente abandonar de vez o sistema operacional antigo, mantê-lo no PC no qual ele já roda bem, apenas para fim de coleção, mas desplugado da Internet é claro, e usar um PC atualizado para uso geral, incluindo acesso à Internet. Pode servir talvez para rodar os jogos antigos que não rodam mais no Vista (e que são poucos, e destes poucos boa parte ainda poderiam rodar no Virtual PC dentro do Vista). Essa alternativa é mais ou menos análoga a de manter um carro antigo, com gasto de espaço e de dinheiro (neste caso de não reaproveitar o PC atual), só que sem o mesmo apelo de poder mostar o carro antigo aos amigos, ou desflar com ele na rua. Creio que muito poucos vão querer olhar para uma tela de Windows antigo.
Qualquer pessoa que já tenha se envolvido com o cliclo de vida de um software sabe que ele se parece mais com um ser vivo do que com uma máquina. Quero dizer, o software precisa se adaptar indefinidamente, não apenas para corrigir bugs, mas para se adaptar a novas demandas do ambiente. E como software (ainda) não evolui sozinho, sempre será necessário alguém para manter este processo evolutivo. E estas pessoas obviamente tem um custo. Deste ponto de vista é fácil entender porque a Microsoft não tem o menor interesse em manter o XP, que diga-se de passagem já durou até muito. Não se trata apenas de uma empresa querendo vender uma nova versão a qualquer custo. O modelo de versões maiores fechadas requer isso, tanto do ponto de vista comercial quanto técnico. Mesmo técnicamente, não seria possivel manter uma única versão apenas remendada periodicamente com updates e service packs. Há um limite para isso, além do qual é preciso fazer alterações tão grandes que significam um novo software.
Comparando com o modelo de distribuição do Linux, a diferença é que neste são normalmente lançadas versões maiores em prazos mais curtos e regulares. Isso dispensa o uso dos service packs grandes como os do Windows, as atualizações são feitas em pacotes menores, e torna a migração mais suave (embora mais frequênte). Note-se que o modelo de pagamento normalmente também é diferente, ou seja, algumas distribuições são gratuitas, outras são pagas por assinaturas anuais. No caso da Microsoft paga-se uma vez pela licença e se usa indefinidamente, o que na prática é um período de 4 a 8 anos. Depois disto o uso da versão anterior vai ficando incompatível com hardwares novos, ou não aproveitando totalmente a funcionalidade deles, o que acab motivando ou forçando a troca. Qual dos dois modelos comerciais é mais caro para o usuário é um assunto que não vem ao caso nesta análise. O fato é que não existe versão de sistema operacional eterna, e a questão é como se faz para substituir.
Apenas para análise, poderíamos imaginar que outra possibilidade seria não lançar versões maiores, apenas corrigir a fazer pequenas melhorias na versão atual. Com isso também não precisaríamos trocar PC por falta de capacidade de processamento, apenas quando quebrasse de vez. Antes disso o PC poderia ir sendo consertado, troca-se um HD, troca-se um CD, troca-se até a placa mãe. Haveria menos lixo eletrônico no mundo, menos poluição do meio ambiente por metais pesados… A software house só venderia novas licenças para novos usuários, mas como software não gasta, o número de novas vendas seria decrescente até chegar quase a zero, a serem mantidas as regras atuais (pelas quais legalmente eu ainda poderia estar usando meu Windows NT Workstation 4.0 ou Windows 98 SE, só trocando o PC ou peças de PC). Resuminindo, menos vendas de PCs, menos poluição, e falência das empresas de software que adotam o modelo de vendas de licenças. Só que isso é imaginação, o mundo atual obviamente não é assim.
A realidade é diferente, novos hardwares aparecem, pedindo novos softwares. O NT 4.0 que acabei de citar não reconhece USB nem DVD, e se bem me lembro nem gravador de CD. O Windows 98 SE só gerencia eficientemente 512 Mb de RAM, e estas duas versões nem sequer tem garantia de rodar em uma placa mãe mais nova. No mundo atual, um sistema operacional é compatível com os PCs lançados em uma faixa de anos em torno do seu próprio lançamento, alguns anos antes e outros anos depois. No manual da placa mãe geralmente é dito para que versões do Windows ela é certificada. Então no fundo as alternativas do usuário, uma vez que a versão de um sistema operacional “acaba” (e ainda não é isso que está acontecendo neste momento com o XP), são apenas três: reinstalar o sistema novo que o substitui no PC atual, se for eficiente, ou seja, se ele for rodar com rapidez e com as funções desejadas habilitadas neste PC, ou comprar um PC novo capaz de rodá-lo nestas condições, ou ainda, o que é quase a mesma coisa, comprar um PC já com o sistema instalado (em OEM). A quarta opção seria a de continuar usando o sistema antigo por sua conta e risco, mas é inviável no mundo corporativo e para o usuário consciente da segurança na Internet. O melhor que se pode fazer é, com um bom planejamento, reduzir estas trocas ao mínimo. O sistema operacional Windows deveria ser entendido como mais uma peça do conjunto que forma o PC. Quem compra placas de vídeo poderá entender facilmente: a sua placa de vídeo pode ser ótima, mas se ela for AGP, não poderá ser usada na placa mãe mais nova que só aceita PCI Express. O seu Windows 98 também não… É a vida!
Resumindo, a necessidade de uma nova versão é um fato, o que se poderia questionar apenas é o modelo de marketing da Microsoft. Eles poderiam por exemplo lançar versões menores mais frequentes, digamos, a cada ano, sem tentar vender uma revolução a cada 4 ou 5 anos. Teriam a vantagem de gerar mesmo expectativas (e decepções) e a desvantagem de ter menos novidades para mostrar nas campanhas publicitárias. Também não estariam excluindo tantos usuários de uma vez só por falta de poder de processamento em seus PCs, e em compensação diminuindo indiretamente as vendas de PCs… Talvez uma questão central seja que, quando o sistema operacional for entendido apenas como algo utilitário, ficará mais fácil comparar produtos de vários fornecedores, e consequentemente mais difícil apelar para o lado emocional do consumidor para justificar diferenças de preço tão grandes. Neste cenário, Apple e Microsoft, principalmente a primeira, ou mudariam muito ou deixariam de existir.
O que deve acontecer é que o XP sairá de linha, se não em junho, talvez uns 6 meses depois, ou um ano depois. A Microsoft até poderá ceder a contragosto de retirar do mercado na data prevista, como aliás já aconteceu antes, mas os motivos da troca não desaparecerão, e o fim da linha está próximo. Cabe aos usuários se conscientizar da relação hardware x sistema o peracional, descrita acima. Principalmente os usuários domésticos, já que os corporativos já devem ter isto em mente. Quem comprar um XP agora, para economizar no hardware, estará investindo em um sistema com uma sobrevida menor, e terá que fazer outra compra em menos tempo. Quem já possui o Windows XP também não precisa sair correndo agora para trocar o sistema, pois a data divulgada é apenas uma etapa do fim do ciclo de vida, ou seja, do fim da comercialização de novas licenças, e espera-se que a Microsoft não abandone totalmente os patchs necessários para o sistema. Mas isto acabará inevitavelmente ocorrendo, depois de outro prazo. A questão deste artigo é mais para quem quer comprar uma nova licença.
E por fim cabe lembrar que as falhas de segurança não acabam só porque a Microsoft deixou de lançar os patchs de segurança para um sistema (depois do fim do período de manutenção). Elas apenas deixam de ser corrigidas.
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O site “bolsademulher”, dentro do portal MSN, publicou um interessante artigo sobre como blogar profissionalmente. Leia aqui. Embora blog profissional não seja exatamente meu caso, já que gasto apenas poucos minutos por dia com ele, aproveitei muito algumas das informações. Aqueles que sonham entrar na carreira de blogueiro deveriam ler.
A título de explicação, não sou leitor assíduo do “bolsademulher”: esta matéria estava na página inicial do portal MSN …
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SP 1 do Windows Vista disponível para download
No comments · Posted by admin in sistemas operacionais
O esperado SP1 do Windows Vista já pode ser obtido por download no site da Microsoft. O nome do arquivo, para o Vista 64 bits (alguém ainda usa o 32?), é “Windows6.0-KB936330-X64-wave1.exe”. Estou a 2 dias com este SP instalado no meu PC, sem nenhum efeito colateral adverso. Acho que nem é preciso ressaltar a importância deste SP. Por mais que se pense que está tudo bem com o PC, obter as últimas atualizações o mais rápido possível é sempre a melhor política.
Link do SP1 All Language Standalone no site da Microsoft (para x64).
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Radware descobre mais uma vulnerabilidade no iPhone
No comments · Posted by admin in segurança da informaçao
A empresa Radware publicou nota relatando uma falha de segurança no navegador Safari, do iPhone. Basta que o usuário acesse um site com Javascript que explore esta vulnerabilidade para que o iPhone fique exposto a uma falha de negação de serviço (DoS). Estes sites podem ser introduzidos por engenharia social (SPAM, por exemplo). O resultado pode ser o crash do Safari ou de todo o sistema do iPhone. A versão afetada do iPhone é a 1.1.4. Ainda segundo a Radware, o iPhone é vulnerável a este tipo de ataque devido a falhas de projeto no sistema do dispositivo:
“Apple iPhone Safari browser is vulnerable to DoS attacks due to a design flaw that may be triggered by a series of memory allocation operations on the dynamic memory pool, which in turn triggers a bug in the garbage collector. The security hole is currently unpatched, leaving iPhone owners vulnerable to potential attacks until Apple issues a security update.”
Mas o recebimentos destes links maliciosos é algo raro certo? Errado, a infecção por SPAMs com cavalos de troia é mais comum do que se possa imaginar. Um exemplo recente: já recebi esta semana dois convites do Orkut (de pessoas desconhecidas) em que o perfil destas pessoas possui um link para um suposto album de fotos na Web (fora do Orkut). Só que este link remete a uma página que o meu antivirus detectou como ataque por script. O carregamento da página foi suspenso, graças ao antivirus. Um simples convite do Orkut … Nada impede o uso de uma tática destas contra o usuário de iPhone. O seu iPhone já tem antivirus, antispyware e firewall?
Fonte: Radware
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