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Archive for julho 2009

Netbooks continuam evoluindo, e se tornando o que os notebooks sempre deveriam ter sido. Leves e práticos pra se carregar. Já os notebooks propriamente ditos, acho que não merecem mais este nome. É fácil chegar a esta conclusão. Basta pegar um “notebook” de verdade, quer dizer um caderno de notas (aquela coisa de papel mesmo), com uma mão e comparar com um notebook e um netbook na outra. Isto se conseguir segurar o notebook (aqui o computador) com uma mão só … Proponho que estes notebooks pesados de 14 ou 15 polegadas, com drives de dvd ou blue-ray e ambição de substituir o desktop, voltassem a ser chamados de laptops, enquanto netbooks recebessem o nome anterior de notebooks. A vantagem disso seria a de não criar ainda mais confusão desnecessária no vocabulário do setor de tenologia. Mas enfim, acho que o mal já está feito, e já temos mais uma “categoria” de equipamento.

Enquanto isso escrevo no meu notebook tradicional de 15,4 polegadas, velho mas estimado. Ele já tem quase 3 anos, está obsoleto, a bateria não segura nem meia hora, as teclas estão falhando… mas me recuso a me desfazer dele… pelo menos não agora. Foi o primeiro computador que comprei montado em muitos anos. Lembro até hoje da sensação de facilidade de pagar com cartão de crédito em 10 vezes, em uma grande loja no shopping perto de casa, e sair com aquela caixinha leve e compacta na mão. Nada de horas e horas procurando e escolhendo peças, montando e testando. Tudo fácil e limpo. Obviamente depois disso ainda montei PCs, afinal capacidade de processamento de verdade não combina com notebook.

Já aumentei a memória deste notebook, comprando mais um módulo de um gigabyte, o que triplicou a capacidade. Planejo trocar o disco rígido de 60 gigabytes por um quase 3 vezes maior também. Discos na faixa de 160 a 200 gigabytes estão extremamente baratos atualmente. Tudo isso para dar uma sobrevida ao equipamento. Posso achar razões lógicas para isso. Contribuirei para evitar criação de lixo eletrônico, um dos piores problemas ambientais da atualidade, pelo menos segundo os noticiários que vejo. Darei um alivio às minhas finanças, evitando mais dívidas. Resistirei ao vício do consumismo. Só que o motivo determinante para manter o notebook velho é outro. Trata-se apenas do apego a um objeto, quase sem valor real para as outras pessoas, mas que pelo uso constante se tornou familiar, se tornou um marco de continuidade em meio à realidade em que tudo muda tão rápido. E nem por isso perdi o vício em novidades também. Contraditório? Sim. Mas o que importa mesmo é não gerar lixo eletrônico …

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Continuando o assunto do último post, que era como tornar meu antigo iPaq um centro de audio e vídeo móvel, descrevo a solução de mais um probleminha e indico mais um site de produtos free, neste caso com utilidade além do próprio PDA. O objetivo central é como tocar arquivos recebidos no formato rmvb no iPaq.

O formato RMVB do RealPlayer está se tornando muito popular por ser compacto. A qualidade geralmente menor devido à alta compressão, depende também de como o arquivo foi produzido. E para seriados, por exemplo, onde a fotografia nem sempre é o ponto principal, ele cumpre bem a tarefa. Já de posse do programa descrito no artigo anterior, verifiquei que RMVB não é suportado. Tudo bem, nada é perfeito. A primeira solução em que pensei foi converter de RMVB para um dos formatos suportados, como DivX por exemplo. Pesquisando achei o site http://www.rmvbcodec.com/
Que tinha todas as ferramentas que precisei e mais um pouco. A primeira delas é o “Real Alternative”, que nada mais é que um codec para tocar RMVB sem precisar instalar o RealPlayer. Nada tenho contra o Real Player. Comecei a usá-lo por causa desta onda de RMVB, mas agora já o utilizo para outras coisas. Mas em algumas situações, instalá-lo pode não ser desejável ou possível, então é bom ter uma alternativa.
A segunda ferramenta é o “RMVB Converter”, que passa de RMVB para um dos seguintes formatos:
  • MP4 (MPEG4)
  • AVI (MPEG2)
  • DivX (Digital Video Express)
  • Xvid
  • H.264/AVC
  • WMV (Windows Media Video)
  • WMV (Format for Xbox 360 requires)
  • FLV (Flash Video)
  • MP4 (Format for Sony PSP requires)
  • MOV (QuickTime)
  • 3GP (Mobile Phone)
  • MP3 (Only Audio)
  • Como meu objetivo imediato era apenas converter, e não tocar RMVB no Windows Media Player do desktop, instalei o converter e tentei passar o arquivo para DivX… e recebi erro, daqueles não muito amigáveis. Falta DLL. Um pouco de experiência no entanto faz desconfiar que essa DLL devia vir em outro aplicativo. Aqui vem a dica, instale o primeiro programa mencionado também, o “Real Alternative”, pois é necessário para o converter funcionar. Depois disso converti sem problemas de RMVB para DivX, que por sua vez funcionou sem erro no player do iPaq.
    A conversão é relativamente lenta, mas trabalhos deste tipo sempre requerem um pouco de poder de processamento. Um arquivo de 150 Mb demorou em torno de 15 min em um velho Pentium D (deixei em back em continuei fazendo outras coisas). Quanto melhor o processador do PC, mais fácil será lidar com conversão de vídeo.

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    Até hoje utilizo um iPaq com Windows Mobile 2003 SE (padrão pocket pc). É um equipamento interessante, apesar de obsoleto. Atualmente eu já não uso nele as funções de organizador pessoal, tranferidas para o smartphone, mas ainda o utilizo bastante como tocador de mídia e navegação Web. Para música, com fones ou no rádio do carro via cabo, tem som de qualidade, apesar de já ser meio grande para os padrões atuais. Para vídeo, ele possui uma tela relativamente grande, comparado com outros dispositivos atuais e muitos smartphones. Perceba que a desvantagem de ser grande como mp3 player é ao mesmo tempo a vantagem como player de vídeo! E por fim, o browser ainda está aceitando a quase totalidade dos sites para dispositivos móveis, e até mesmo alguns sites normais podem ser lidos, em situação de emergência (incluindo blogs como o tecnoinsider, com layout baseado em uma coluna de texto). Com WiFi posso ler notícias do sofá ou da cama, segurando um dispositivo pequeno com uma mão, em posição bem mais relaxada que em frente a uma mesa. Por isso tudo fiquei com pena de aposentar o iPaq, apesar de já estar com ele desde 2003.

    Infelizmente os players que vieram nele, o Windows Media Player e o PocketTV, ficaram parados no tempo. Ao contrário do PC, no pocket PC é bem mais complicado encontrar e instalar codecs avulsos para players. Passei a desejar um player mais atual, que suportasse os padrões mais usados hoje em dia de arquivos de vídeo, principalmente o 3pg, que é um formato compacto muito utilizado em sites para dispositivos móveis. Passei um bom tempo pesquisando, até achar um software opensource que vem atendendo perfeitamente ao que pretendia, o TCPMP (The Core Pocket Media Player) v0.72RC1.
    A interface é muito simples, e possui acesso rápido a uma função que eu acho básica em dispositivos móveis que é colocar em full scren (e deitada). Depois da instalação do arquivo cab, executado no próprio iPaq, já estão feitas as associações das extensões de arquivos, como o 3pg, e os atalhos nas páginas web abrem os arquivos automáticamente. Vale a pena ressaltar a quantidade de formatos suportados além deste (divx, ogg, mp4, xvid, etc). Com o TCPMP o meu iPaq ganha mais uma sobrevida!
    O TCPMP v0.72RC1 pode ser baixado aqui.

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