Archive for outubro 2009
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Atualização para o Ubuntu 9.10: agora com cloud computing
3 Comments · Posted by admin in sistemas operacionais
Não sei quantos dos leitores do blog Tecnoinsider acompanham o contador de versões do Ubuntu, aí embaixo da barra lateral. A cada nova versão do Ubuntu ele mostra os dias que faltam para o lançamento. E desde ontem ela mostra que a versão 9.10 já chegou (“It’s here”). Sem perder tempo, entrei no gerenciador de atualizações para baixar e instalar a nova versão, chamada Karmic Koala. Pela primeira vez optei por fazer o processo de atualização de versão, e não simplesmente baixar a ISO do CD e reinstalar tudo do zero. Com isso as configurações, drivers, dados e programas instalados são mantidos. Será que é possível continuar usando o Ubuntu sem interrupções mesmo em caso de mudança de versão?
Depois do longo download de mais de 5 horas (com link Internet de 3 Mbps), durante o qual se pode continuar a usar o sistema normalmente, segue-se o processo de instalação, que correu sem maiores problemas a não ser por algumas mensagens meio sem sentido. Depois da reinicialização começa-se a notar as mudanças. No menu de boot do grub são inseridas as opções do novo kernel do Linux (2.6.31-14). Mudança também na tela de boot. Gostava mais da do 9.04, mas a nova, quase monocromática, também não está feia. Estão enfatizando um novo logotipo todo branco. Dizem que o boot na 9.10 ficou mais rápido, só que no meu PC o boot da 9.04 já estava ok, e eu não cronometrei a diferença. Iniciada a sessão vemos alterações na interface em geral, mas nada de causar espanto. Ícones alterados aqui e ali, etc. Os aplicativos foram todos atualizados também, incluindo o Firefox. O mais importante, os arquivos, configurações, drivers e aplicações estão mantidos e funcionando. Se não notei alteração na velocidade do boot, no uso em geral o sistema ficou visivelmente mais rápido, principalmente a interface gráfica e o browser. Não sei se foi uma alteração maior ou pequenas otimizações pontuais, mas gerou uma boa impressão de agilidade.
Outra feature muito esperada do Karmic Koala é o Ubuntu One Integrado, a plataforma de cloud computing da Canonical, com espaço em disco virtual de até 2 Gb para sincronização de dados e serviços online. Agora integrado ao sistema, o Ubuntu One permite também montagem de um disco virtual no sistema de arquivos. Abaixo foto do ícone da nuvem na barra de tarefas indicando o estado da conexão com o Ubuntu One.
Ainda sobre discos, o novo utilitário de discos permite analisar todas as unidades do sistema, e no caso dos HDs verifica a saúde do disco, temperatura, e várias estatísticas sobre a unidade, como o tempo em que ficou ligada, versão do firmware, tempo de inicialização, erros recuperados, entre dezenas de outras. É até meio assustador olhar estes dados, pois se entende como um HD pode ser vulnerável. Por outro lado é útil lembrar disso… O Ubuntu 9.10 também inclui um Kernel instalado que possibilita o uso de mais de 4 Gb RAM, o “generic-pae”.
A atualização de versão do Ubuntu funciona. A continuar assim, realmente dá pra usar o Linux sem maiores sobressaltos. Isso faz parte de uma experiência que estou fazendo: tento manter a instalação Linux do meu PC principal o máximo de tempo possível. Uma das dificuldades que tive no início do convívio com o Linux foi justamente a continuidade das instalações. A cada nova versão eu começava tudo do zero, perdendo as configurações, programas, etc. Como novas versãos de Linux saem com mais frequência que o Windows (o que é excelente), o trabalho era maior, e o sistema ficava mais tempo indisponível. Agora a política é manter a mesma instalação ao máximo. Como profissional de TI sempre tem vontade de instalar outras distribuições, para isso uso máquinas virtuais ou outros PCs apenas para teste.
Um detalhe interessante é que o lançamento do Ubuntu 9.10 quase coincide com o do Windows 7. Mas como esclarecido pela Canonical, as versões do Ubuntu seguem o cronograma de lançamento a cada 6 meses, portanto a coincidência não foi planejada por eles. Se isso é certo, então quem não crê em coincidências deve ter outra explicação… Seja como for, seguindo o cronograma do Ubuntu, daqui a mais 6 meses teremos outra versão dele, provavelmente com mais inovações, enquando o Windows 7 será o mesmo, provavelmente por 2 anos ou mais ainda (isso se não seguir os passos do XP e durar 10). Eu acho que a Microsoft deveria repensar este modelo de distribuição do Windows para se manter competitiva.
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Recentemente precisei enviar alguns documentos para uma empresa. Podia ser por FAX ou escaneados por email. Ou levar pessoalmente lá, só que seria muito mais trabalhoso. Pensei então, porque não resolver de vez esta questão da digitalização de documentos? E de fato, menos de um mês depois precisei enviar documentos novamente, desta vez nem podia ser FAX. Isto sem falar no meu sonho antigo de digitalizar alguns dos papéis que servem atualmente como criação de mofo.
Considerando apenas o envio de documentos, o FAX me parece uma opção pior em todos os aspectos. Um scanner simples passou a ser meu objetivo. Na verdade eu nunca tive scanner puro, só uma multifuncional HP, anterior à HP laserjet que tenho hoje. Como este não é um objeto de consumo usual meu, estava por fora do mercado. Descobri que as opções no mercado de scanners baratos são poucas, as que achei eram de marcas não tão conhecidas, e que elas custam o mesmo que uma multifuncional razoável. Já os scanners melhores e de marcas conhecidas custavam o triplo de uma multifuncional, e oferecendo recursos que eu não preciso. Acabei optando por uma multifuncional a jato de tinta, apesar de já ter abandonado esta tecnologia por causa de alguns problemas que descrevo a seguir.
Por causa de um scanner acabei voltando a jatos de tinta… Já tenho uma impressora HP laser que supre completamente a minha pequena necessidade de impressão. Nunca fui um consumista de impressoras, para mim elas são objetos utilitários, só espero que funcionem quando preciso, o que não acontece com frequência. E isto era parte do problema, pois como eu usava pouco, minhas duas últimas impressoras HP a jato de tinta, incluindo a última multifuncional, viviam tendo defeito nos cartuchos por ressecamento da tinta. Os cartuchos são caros, e eu sempre relutei em mandar reprocessar (o que não impediu alguns vazamentos).
Uma outra coisa que eu nunca me conformei no caso da HP é um único cartucho colorido para as 3 cores básicas. Tipo, acabou o amarelo, troca o cartucho colorido todo, mesmo se o vermelho e o azul estiverem na metade. Ora, dado o preço de um cartucho, jogar meia quantidade de tinta vermelha fora me parece um absurdo. Resolvi as duas coisas, o ressecamento e o desperdício do cartucho colorido, comprando uma laser monocromática, e não me arrependi. O toner é mais caro, em compensação não resseca e é utilizado uniformemente. Mas o scanner agora me fez voltar para jato de tinta, já que não achei multifuncional laser, pelo menos não nesta faixa de preço. O lado bom disso foi a compra de um produto mais completo, mais útil, por um preço menor.
Ao comparar as multifuncionais baratas, acabei escolhendo uma EPSON, a TX105, cujos cartuchos são separados para cada uma das 3 cores e o preto. Além disso o modelo similar da HP que eu achei era meio feinho, todo branco, o que o fazia parecer maior. A EPSON vem em preto, o que combina mais com os móveis e demais equipamentos. A estética é um critério subjetivo na escolha de um equipamento, mas teve algum peso. E o preço da EPSON também era ligeiramente menor (R$ 229,00). É a minha primeira EPSON na vida, e não seria justo comparar um produto novo e sem defeitos com a experiência de mais de 12 anos de problemas com impressoras HP. Que isso seja levado em conta nos comentários a seguir. Mas já na compra e com um mês de uso, dá pra fazer algumas observações.
Tirando a questão dos cartuchos separados, a EPSON tem outros pontos positivos. O primeiro é que ao contrário da HP, eles fornecem um manual em papel, o que ajuda muito a configurar. Minha última laserjet HP veio só com aquele poster do guia rápido de instalação e o manual em CD. Eles podem alegar que estão poupando as árvores e que o manual no CD é tudo que você precisa, mas eu acho que é só corte de custo mesmo, em detrimento do conforto e conveniência do usuário. Depois, a Epson veio com o cabo USB. Parece um detalhe sem importância, mas a HP economizou nisso também! (nas minhas duas últimas impressoras HP não veio cabo USB)É muito chato chegar em casa com a impressora nova e lembrar que não tem um cabo USB e esqueceu de comprar, ou ter que ficar tirando de outro aparelho.
O software e drivers da TX105 foram igualmente instalados sem problemas no Windows XP e no Vista 64 bits. Nisso não posso comparar com a HP, pois quando a comprei a última deles não existia o Vista. E mais, a impressora foi reconhecida sem necessidade de nenhuma instalação de driver pelo Ubuntu 9.04. No caso do scanner, para o Ubuntu 9.04 é preciso instalar um driver e configurar as permissões para acesso direto ao scanner pelo usuário comum (não root).
Senti um pouco a lentidão da impressão. Impressoras jato de tinta domésticas não são muito rápidas, mas da forma como são usadas, isso não costuma ser um problema grave. Entretanto a laserjet HP nisso é melhor, bem mais rápida. Uma coisa que eu fiz questão de testar foi a resistência da tinta colorida à umidade, e ela se saiu bem. Mesmo molhando completamente a tinta não borra. Provavelmente este é um problema das jato de tinta do passado, e como disse passei anos usando apenas laser. Mas nas últimas HPs jato de tinta que eu tive a tinta colorida não resistia a uma gota d’agua sem gerar uma mancha horrível.
O uso de cartuchos coloridos separados para cada cor tende a ser mais econômico que a solução de um cartucho único, já que não há desperdício das outras cores que sobraram. Claro que para o cálculo do custo real, outras variáveis tem que ser levadas em conta, e este cálculo rigoroso não fiz. Tenho lido por exemplo que os cartuchos da TX105 são baratos, mas possuem apenas 5 ml de tinta. Quanto à questão do ressecamento da tinta, ainda não houve tempo de ocorrer. Talvez os cartuchos atuais tenham melhorado neste aspecto também, mas vou tentar imprimir com alguma regularidade, para garantir…
O módulo Scanner no Windows (XP e Vista64) não apresenta nenhum problema visível. O processo de scan é iniciado pelo programa da EPSON, que tem duas opções de interface: rápida e profissional. Na opção profissional pode-se escolher toda a configuração da imagem gerada e da resolução empregada. Sobre o Scanner no Ubuntu 9.04, foi necessário pesquisar na Internet. Acabei achando alguns foruns com soluções para o problema, mas ainda não tive tempo de testar.
Conclusão, depois de mais de um mês de convívio com a EPSON TX105, continuo satisfeito com a escolha. A Epson tem uma solução mais inteligente para a questão da troca de cartuchos, o que potencialmente gera economia para o usuário. Existe inclusive uma janela para visualizar a quantidade de tinta em cada um deles. Não considero jato de tinta uma boa solução para grandes volumes de impressão, e nem para uso muito esporádico. De um modo geral a laser ainda é minha opção preferencial em tecnologia de impressão, mas depende da situação. O kit quem vem com a TX105 é completo, incluindo manual impresso e cabo USB, itens de conveniência que a HP já cortou. E ela oferece compatibilidade com Windows XP, Vista (incluindo 64 bits) e Linux (Ubuntu).
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Bonito ele não é. Olhe a foto abaixo: a espessura do dispositivo destoa nestes tempos de iPhone. Tecnologicamente inovador também não: nada de e-paper nem e-ink, como no readers da Sony e Amazon, e sim tela touchscreen LCD comum de 3,7″, alimentação por pilhas (tamanho AAA, ou “palito”, a mais comum hoje em dia, que está em qualquer controle remoto), e sem conexão à Internet.
Mas as novidades estão na simplicidade. Todo o conteúdo da Wikipedia na palma da mão, baterias durando um ano, e atualização do conteúdo por download gratuito ou memory card (micro SD). O fabricante também promete durabilidade para possibilitar manter o equipamento o tempo todo com você. E por fim, o projeto se baseia no OpenMoko, o projeto de celular open source. Estas são as boas idéias. Mas a minha avaliação é que parece ser um daqueles produtos mais intermediários, que agregam boas idéias que serão usados em outros que virão logo depois, que terão uso mais disseminado e por mais tempo. De fato, melhore a tela, emagreça o design (menos espessura, um pouco mais comprido), adicione conexão à Internet constante, e aí sim o acesso ilimitado à Wikipedia podería ser usufruído sem limitações.
No fim das contas este é mais um anúncio de reader, que tem como diferencial o acesso à Wikipédia. E pode ser mais um passo em direção a um leitor universal. Tirando as limitações técnicas e de viabilidade econômica, na minha opinião (formada até o momento) o leitor perfeito seria um reader que tenha acesso direto à Internet, (e porque não?) que funcione como browser Web genérico, com tela ao mesmo tempo com alta legibilidade, conforto e velocidade. Com isso você carregaria um único dispositivo, fino e leve, que serviria pra ler um livro, uma revista, a Web, acessar o email, o banco, etc. A função reader é apenas mais um programa, não um novo hardware.
A possibilidade de fazer tudo isso, até o momento nenhum dispositivo tem. O e-paper é confortável e pode ser lido em qualquer lugar, mas é lento. Os readers acessam a rede só pra comprar livros e não tem browser Web genérico. Já os celulares tem quase tudo, menos uma tela aceitável. Ela é pequena demais e as tecnologias LCD/OLED cansam a vista no uso prolongado, além de não poder ser lida no sol.
Coloque uma tela de reader, grande e confortável, mas que fosse rápida (e colorida) em um celular e pronto, teríamos tudo num só lugar. A não ser pelo fato que o celular ia ficar parecendo um “tablet PC”, e seria muito incômodo, e esquisito também, usá-lo do lado do ouvido. Alguém já ouviu falar em convergência? Alguns apontam o celular como o principal dispositivo da convergência. Até faz sentido. No celular se faz tudo, só que tirando falar no telefone e ouvir música, quase tudo muito mal! Inclusive já há programas para ler livros no iPhone. Só que isso não elimina o fato da tela ser muito pequena. E o que aconteceria se o celular voltasse a ser só pra falar, já que em um “tablet” discreto e leve se pode fazer tudo muito melhor?
Preço estimado: 99,00 dólares.
Site oficial:
http://thewikireader.com
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