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O tempo do software livre não para, a marcha da evolução do linux continua incansavelmente, e para quem gosta de novidades, isto é um prato cheio. Parece que foi ontem que eu estava atualizando meu(s) ubuntu(s) para o 10.04 (mais precisamente, fazem 2 meses) e já temos a segunda edição, a alpha 2, da versão seguinte do Ubuntu, a 10.10 Maverick Meerkat. A versão alpha 1 saiu 3 de junho. A aplha 2 foi ontem, 1 de julho, e a próxima, alpha 3, será 5 de agosto. Ao contrário da 10.04, que eu acompanhei desde o início na máquina principal de casa, esta só vou instalar se tiver tempo de montar um PC separado só para isto. Para quem ainda não vivenciou este processo de pré-lançamento, neste período o fluxo de atualizações e alterações é altíssimo. Para quem como eu já usa o linux no dia-a-dia, colocar isso na máquina de uso geral pode ser impactante. Não só pelas possíveis instabilidades, mas pelo próprio tempo e volume de download. Acho que no 10.04 baixei o sistema operacional umas 10 vezes, de tanta atualização.

Mas é muito interessante ver como a próxima versão vai ficar, constatar novas funcionalidades sendo acrescentadas, e quem quiser pode se envolver  verdadeiramente no processo, testando, reportando bugs, etc. Para quem quer embarcar na próxima versão, a recomendação é montar uma máquina dedicada a isso, talvez usando aquelas peças que ficaram dos upgrades anteriores… Mas só que não podem ser muito antigas também. Chega a notícia de que a 10.10 vai eliminar o suporte à arquitetura i586. Isso equivale a grosso modo ao Pentium 1 e ao AMD k6. São máquinas de mais de 10 anos de idade, e caso tenham sobrevivido até agora, podem ser alocadas a outras funções que não a de ser o desktop principal.

De posse da máquina de testes, o próximo passo e ir no site oficial da versão 10.10, que tem todas as informações e instruções necessárias, bem como o link de download do ISO. Tal como nas versões anteriores, pode-se também utilizar o comando “$ update-manager -d” numa instalação pré-existente para baixar a versão alpha, mas de novo, não recomendo fazer isso no PC que está usando para outras coisas. O link da 10.10 é:

http://www.ubuntu.com/testing/maverick/alpha2

E por fim, veja as datas previstas das próximas edições

5 de agosto: Alfa 3
2 de setembro: Beta
30 de setembro: release candidate
10 de outubro: Versão final

Cabe lembrar também que a versão atual do Ubuntu, a 10.04,  é uma LTS, long term support, e por isso os usuários corporativos que a utilizam poderão considerar seriamente a necessidade ou não de fazer o upgrade para o Maverick. De um modo geral, se não houver alguma nova funcionalidade na nova versão extremamente necessária, o trabalho de atualização, que nas empresas envolve testes de homologação e custos adicionais, pode ser evitado. Já os usuários pessoais, mais especificamente os viciados em novidades, eu não farei comentário semelhante, pois seria inútil … :-) e por falar nisso, será que me falta alguma peça para montar o PC de testes? :-)

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A revista no Easy Linux brasileira passará a se chamar “Ubuntu User”, mantendo a numeração anterior da Easy Linux, ou seja, a primeira já será a número 19. A revista Ubuntu User já existia internacionalmente, eu procurei o site. É interessante notar que a Easy Linux já dedicava grande parte do seu conteúdo ao Ubuntu, refletindo o fato desta ser realmente uma das distribuições mais “easy”. A mudança de nome só vem formalizar este fato, e agora o foco deve ser ainda mais no Ubuntu. Vejo um lado positivo nisso, que é o Ubuntu se consolidando como opção mais predominante para o usuário iniciante, o que elimina uma série de frustrações destes quando tentavam começar no Linux com distribuições mais complicadas, sem sucesso. Outra vantagem é que estes usuários que estão usando a mesma distribuição podem trocar mais informações entre si, fortalecendo uma cultura de uso do sistema. Ver na tela abaixo a chamada na revista Linux Magazine (print screen do PDF).

O lado meio preocupante é que, apesar de ser usuário do Ubuntu e acabar de defender este sistema no parágrafo anterior, não gostaria que ele obtivesse a supremacia total entre todas as distribuições Linux, sufocando as demais e acabando com a diversidade de distribuições que atualmente ainda existe no mercado Linux. Do contrário lentamente o mercado retornaria ao controle total por uma só empresa, acabando com a concorrência, com a competição e reduzindo a qualidade e a liberdade de escolha dos usuários.

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