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Usando teoria de Einstein, astrônomos conseguem ver galáxia “invisível”

Fabio Rocca by Fabio Rocca
13/02/2023
in ESPAÇO
Crédito: Giulietti et al./SISSA

Crédito: Giulietti et al./SISSA

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Utilizando a brilhante Teoria da Relatividade Geral de Einstein, um grupo de pesquisadores descobriu informações surpreendentes sobre uma galáxia distante e misteriosa, que até então era quase “invisível” aos olhos da ciência. Essa observação inédita foi revelada no último dia 3 de fevereiro, através de uma publicação no The Astrophysical Journal.

Este objeto enigmático se formou há 2 bilhões de anos após o Big Bang, em uma época em que o Universo tinha apenas um sexto do seu tamanho atual. Apesar de haver debates sobre a natureza deste objeto, uma análise realizada pelo grupo de pesquisadores da International School of Advanced Studies (SISSA), usando o interferômetro Alma (Atacama Large Millimeter Array), localizado no deserto de Atacama, no Chile, revelou que se trata de uma galáxia jovem.

Esta galáxia é de extrema importância para a comunidade científica, pois ela forma estrelas mil vezes mais rapidamente do que a Via Láctea. De acordo com Marika Giulietti, primeira autora do estudo, “Galáxias muito distantes são verdadeiras minas de informação sobre a evolução passada e futura do nosso Universo”.

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Estudar galáxias “invisíveis” é muito desafiador, pois elas são muito compactas e distantes, fazendo com que a sua luz chegue muito fraca até aqui. O obscuro desses objetos é causado pela poeira interestelar, que impede que a luz visível de estrelas jovens chegue aos instrumentos ópticos, tornando a observação difícil. Para resolver esses casos, os astrônomos utilizam a Teoria da Relatividade Geral, criando uma lente gravitacional.

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Exemplo de lente gravitacional. No centro desta imagem do Telescópio Espacial Hubble é possível ver arcos que resultam de fortes lentes gravitacionais, um fenômeno astronômico impressionante que pode distorcer, ampliar ou até mesmo duplicar o tamanho de galáxias distantes. (ESA/Hubble & NASA, A. Newman, M. Akhshik, K. Whitaker)

Este princípio afirma que objetos espaciais próximos à Terra com uma grande massa distorcem a luz que vem de fontes distantes que estão perfeitamente alinhadas com eles. Assim, grandes corpos celestes atuam como uma lente cósmica, fazendo com que as galáxias distantes pareçam maiores e mais brilhantes, permitindo sua identificação e estudo.

Para estudar esta galáxia escura, os pesquisadores usaram códigos especiais para reconstruir a forma original da fonte de fundo deste objeto, obtendo informações sobre o conteúdo de gás da fonte. Estudar tais galáxias “invisíveis” é um desafio, mas com a ajuda da Relatividade Geral de Einstein, os astrônomos são capazes de criar uma lente gravitacional e desvendar seus mistérios.

Com grandes corpos celestes agindo como enormes lentes cósmicas, as galáxias de “fundo” parecem maiores e mais brilhantes, permitindo sua identificação e estudo. Os pesquisadores usam códigos especiais para reconstruir a forma original da fonte de fundo da galáxia, revelando informações valiosas sobre este objeto.

A descoberta da galáxia distante e escura é de enorme importância científica e espera-se que sirva para o desenvolvimento de modelos avançados sobre galáxias distantes.

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