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Marte na Terra: Pesquisadores viverão 378 dias em missão simulada em habitat artificial

Quatro pesquisadores da Nasa viverão por 378 dias em um habitat simulado como parte da missão CHAPEA, em preparação para futuras missões a Marte.

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Quatro pesquisadores da NASA começarão uma missão de 378 dias em junho, vivendo e trabalhando em um habitat simulado no Johnson Space Center em Houston, Texas, como parte da missão CHAPEA (Análogo de Exploração de Saúde e Desempenho da Tripulação).

Os participantes serão isolados do mundo exterior e seguirão um cronograma rigoroso de atividades simuladas e trabalhos científicos, imitando as condições que poderiam ser encontradas em uma futura missão a Marte.

Os pesquisadores serão submetidos a uma alimentação semelhante à dos astronautas na Estação Espacial Internacional, com rações pré-preparadas e também cultivarão vegetais usando um sistema hidropônico.

Crédito: BILL STAFFORD/ Nasa

Além disso, eles enfrentarão simulações de falhas de manutenção e equipamentos, similar ao que poderiam encontrar em uma missão real. Suas condições físicas e psicológicas serão monitoradas continuamente, incluindo a análise de amostras de sangue, urina, saliva e fezes.

Um dos aspectos mais desafiadores desta missão simulada é a reprodução de um delay de 22 minutos nas comunicações externas, assim como ocorreria se os pesquisadores estivessem realmente em Marte. O ruído ambiente será reproduzido por alto-falantes ao redor da base, de forma que nenhum dos participantes possa ouvir sons externos.

O habitat de 157 metros quadrados foi projetado pelo escritório dinamarquês e americano Bjarke Ingels Group em parceria com a empresa de impressão em 3D ICON. Utilizou-se uma fórmula de concreto da ICON chamada “lavacreto”, que simula o solo marciano, para criar um ambiente o mais próximo possível das condições de Marte.

O projeto inclui uma área de trabalho, sala de estar combinada com cozinha, quartos individuais, banheiro, área médica, centro de comunicação, sala de ginástica, região de bloqueio de ar e uma área “externa” imitando a superfície marciana.

Crédito: BILL STAFFORD/ Nasa

Esta missão representa um passo significativo na preparação para futuras missões humanas ao Planeta Vermelho e fornecerá dados valiosos sobre como os humanos podem viver e trabalhar eficientemente em ambientes extraterrestres.

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