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NASA descobre planeta potencialmente habitável a 40 anos-luz de distância

Planeta Gliese 12 b, com tamanho entre Terra e Vênus, é encontrado na constelação de Peixes e pode ensinar sobre caminhos de habitabilidade.

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Dois times internacionais de astrônomos, utilizando observações do satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, descobriram um planeta entre os tamanhos da Terra e Vênus a “apenas 40 anos-luz” de distância. Nomeado Gliese 12 b, o exoplaneta é o mundo temperado de tamanho terrestre mais próximo encontrado até hoje, tornando-se um candidato único para estudos atmosféricos.

Os cientistas esperam que Gliese 12 b possa ensinar muito sobre os caminhos de habitabilidade que os planetas tomam ao se desenvolverem. Enquanto a Terra permanece habitável, Vênus perdeu toda a sua água, tornando-se inóspito. Caso Gliese 12 b retenha alguma atmosfera, ele pode fornecer informações valiosas sobre esses processos.

O TESS monitora uma vasta área do céu por cerca de um mês, rastreando mudanças no brilho de dezenas de milhares de estrelas em intervalos de 20 segundos a 30 minutos. Capturar trânsitos — escurecimentos regulares causados pela passagem de planetas orbitando a estrela — é um dos objetivos primários da missão.

A estrela hospedeira, chamada Gliese 12, é uma anã vermelha localizada na constelação de Peixes. Com apenas 27% do tamanho do Sol e cerca de 60% da temperatura de sua superfície, Gliese 12 possui características que tornam seu sistema planetário particularmente interessante. Gliese 12 b orbita a estrela a cada 12,8 dias e possui um tamanho semelhante ao da Terra, talvez ligeiramente menor, comparável a Vênus. Sem atmosfera, a superfície do planeta teria uma temperatura de cerca de 42 graus Celsius.

A distância entre Gliese 12 e o novo planeta é de apenas 7% da distância entre a Terra e o Sol. Com isso, o planeta recebe 1,6 vezes mais energia de sua estrela do que a Terra recebe do Sol e cerca de 85% da energia que Vênus recebe.

Um fator crucial para a retenção de uma atmosfera é a atividade magnética da estrela. Anãs vermelhas são conhecidas por suas frequentes e poderosas erupções de raios-X, mas análises indicam que Gliese 12 não apresenta sinais de comportamento extremo.

Durante um trânsito, a luz da estrela passa através da atmosfera do planeta, proporcionando amostras químicas que podem ser detectadas por telescópios, como o James Webb da NASA. Essa capacidade pode permitir que os cientistas identifiquem os componentes da atmosfera de Gliese 12 b, avançando nosso entendimento sobre a habitabilidade de planetas além do nosso sistema solar.

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