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ESPAÇO

James Webb detecta evidência de carbono na lua gelada de Júpiter, Europa

lua Europa de Júpiter
Esta visão da lua gelada de Júpiter, Europa, foi capturada pelo gerador de imagens JunoCam a bordo da espaçonave Juno da NASA durante o sobrevôo da missão em 29 de setembro de 2022. (Créditos: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS)

O famoso Telescópio Espacial James Webb (JWST) fez uma descoberta revolucionária ao identificar dióxido de carbono proveniente dos oceanos salgados e líquidos da lua gelada de Júpiter, Europa. A existência destes oceanos sob a camada de gelo de Europa era conhecida há algum tempo pelos cientistas. No entanto, o recente achado de carbono destes oceanos abre um novo capítulo no estudo sobre a possibilidade de habitabilidade desta intrigante lua.

Esta revelação não só ressalta a relevância do oceano de Europa na busca por vida extraterrestre, como também destaca o avançado potencial científico do JWST. Geronimo Villanueva, cientista proeminente do Goddard Space Flight Center da NASA, comentou sobre a importância da descoberta. “Somos uma vida baseada no carbono e compreender a química deste oceano é fundamental para determinarmos o seu potencial de habitabilidade.”

Um ponto notável, revelado pela equipe de pesquisa, é que as moléculas de carbono não chegaram a Europa através de impactos de meteoritos ou outras fontes externas. Samantha Trumbo, pesquisadora da Universidade de Cornell, destacou: “O carbono que observamos na superfície de Europa, um elemento vital para a vida, é originário do oceano da própria lua.”

As análises mostraram que a concentração de dióxido de carbono ao redor de Europa é particularmente elevada em uma região geologicamente jovem, denominada Tara Regio. A região já havia sido previamente apontada pelo Telescópio Espacial Hubble por apresentar evidências de sal derivado do oceano.

Apesar das notáveis descobertas, o JWST enfrentou desafios. A busca por plumas de matéria saindo da superfície de Europa, observadas em anos anteriores, não foi bem-sucedida. Heidi Hammel, da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia, abordou esta questão, destacando a variabilidade potencial das plumas.

Estas observações e descobertas têm ramificações profundos para futuras missões espaciais. A missão Europa Clipper da NASA, programada para 2024, e a missão JUICE da Agência Espacial Europeia (ESA) são apenas algumas que poderão se beneficiar dos resultados. Guillaume Cruz-Mermy, da ESA, exaltou os resultados iniciais do JWST e expressou entusiasmo para futuras observações.

As pesquisas, fundamentais para o entendimento da habitabilidade de luas em nosso sistema solar, foram publicadas em duas edições do reconhecido periódico Science em 21 de setembro.